Já só falta um cinturão à coleção de Anthony Joshua

Inglês bateu Joseph Parker e somou título da WBO. Resta um desafio: Deontay Wilder

Ao 21.º combate, a 21.ª vitória. Assim vai o registo do pugilista britânico Anthony Joshua, que no sábado à noite bateu o neozelandês Joseph Parker, num triunfo que lhe permitiu reter os títulos mundiais de pesos-pesados da WBA, IBF e IBO e conquistar o cinturão da categoria referente à WBO, perante os 75 mil espectadores que encheram o Millennium Stadium, em Cardiff, no País de Gales.

Mais do que nunca, Joshua teve de suar para conseguir a vitória, alcançada por decisão unânime (118-110, 119-109 e 118-110), naquela que foi a primeira vez em que se viu obrigado a lutar durante a totalidade dos 12 assaltos. Nos 20 duelos anteriores, tinha arrumado a questão sempre por KO - o combate mais longo pelo qual tinha passado fora em abril do ano passado, quando precisou de 11 rounds para derrubar o ucraniano Wladimir Klitschko.

Contudo, o que fica para a história é mais um triunfo e uma conquista do pugilista de 28 anos, que já aponta ao título que lhe falta: o da WBC, na posse do norte-americano Deontay Wilder. Ou então o compatriota Tyson Fury, naquele que é considerado um combate de sonho.

"Quero o Wilder. Ou o Fury. Tragam o Wilder para um ringue e acabo com ele. Wilder, vamos lá! Vamos lá!", desafiou o gigante natural de Watford, de 1,98 m e 113 kg, medalha de ouro olímpico nos Jogos de Londres, em 2012. E Wilder não o deixou sem resposta: "Vamos fazer esse combate acontecer", atirou, através de um vídeo publicado nas redes sociais.

Unificação poderá ser já em 2018

O promotor Barry Hearn, que trabalha junto de Anthony Joshua, afirmou à BBC que as negociações para o combate entre o britânico e Deontay Wilder vão começar "na próxima semana". "É uma luta que Anthony Joshua realmente quer e penso que ele a quer neste ano", acrescentou, dando a entender que o multicampeão quer que o combate se realize no Reino Unido, mas que não é de descartar a hipótese de acontecer no país do adversário, os Estados Unidos.

Caso venha mesmo a bater Wilder, o pugilista natural de Watford vai chegar ao fim de um caminho de unificação de títulos que começou a 9 de abril de 2016, quando bateu o norte-americano Charles Martin, em Londres, e conquistou o título mundial da IBF. Depois de o ter defendido com sucesso diante dos também norte-americanos Dominic Breazeale e Éric Molina, bateu Klitschko em Wembley para revalidar o cinturão que já tinha e a ele juntar os da WBA e IBO, que estavam vagos. No sábado, adicionou o cinto da WBO à lista. Fica a faltar o da WBC.

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