Já só falta a relva de Wimbledon para Karlovic completar o seu Grand Slam

Gigante croata bateu recorde de ases numa partida do Open da Austrália: fez 75 para eliminar Zeballos ao fim de 5:14 horas

Ivo Karlovic nunca passou dos quartos-de-final num torneio do Grand Slam (e só uma vez chegou tão longe, em Wimbledon 2009) nem alguma vez chegou ao top ten do ranking mundial do ténis, mas é um nome incontornável do circuito ATP. Sobretudo pela potência do seu serviço, que o tem feito amealhar vários recordes de ases nos últimos anos. O último deles conquistou-o ontem, no seu jogo da primeira ronda do Open da Austrália, ao disparar 75 serviços sem resposta para ganhar ao argentino Horacio Zeballos, numa partida concluída apenas aos 22-20 do quinto set, ao fim de cinco horas e 14 minutos de jogo.

Por incrível que pareça, este não foi o máximo de ases conseguidos pelo gigante croata, de 2,11 metros, num encontro de ténis. Karlovic já chegou aos 78, num jogo da Taça Davis de 2009 contra o checo Radek Stepanek - o que, nessa altura, não o salvou de perder, também em cinco sets. Mas os 75 ases de ontem constituem, de longe, um novo recorde numa partida do Open da Austrália, 24 mais do que os 51 que o sueco Joachim Johansson disparara frente ao norte-americano Andre Agassi na quarta ronda da edição de 2005.

Para Ivo Karlovic, esta foi mais uma demonstração do serviço ímpar que, aos 37 anos, lhe alimenta ainda a manutenção entre os melhores tenistas do circuito masculino - 21.º do ranking. O croata, que em 2015 destronou o compatriota Goran Ivanisevic como o jogador com mais ases na história do ATP, disparou já mais de 11 600 serviços diretos ao longo da carreira.

E, com este recorde no major australiano, fica-lhe a faltar apenas o recorde de ases na relva de Wimbledon para completar o seu particular Grand Slam (termo atribuído ao feito de vencer os quatro principais torneios do ténis: Open da Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e US Open). Além dos 75 serviços sem resposta conquistados ontem frente a Zeballos, em Melbourne, Karlovic tem também o máximo de ases numa partida do mítico torneio francês de terra batida (55, na primeira ronda de 2009, contra Lleyton Hewitt), bem como no Major norte-americano (61, também na primeira ronda, no ano passado, contra Lu Yen-Hsun, de Taiwan).

No entanto, Karlovic não terá tarefa fácil para completar esse seu Grand Slam de ases. Em Wimbledon, o máximo está fixado num patamar bem alto, graças a esse que é o mais longo jogo da história, entre o norte-americano John Isner e o francês Nicolas Mahut, em 2010. A partida durou 11 horas e cinco minutos, ao longo de três dias, e só terminou aos 70-68 do quinto set. No fim, Isner tinha disparado 113 ases para levar a melhor sobre Mahut, que também passou dos 100 (103).

São essas as únicas duas marcas superiores às de Karlovic na história do ténis. E, por isso, o croata chegou ao fim da maratona de ontem... com pena de ela ter sido tão "curta". "Estava na esperança de poder bater o recorde desse jogo de Wimbledon, mas assim também foi bom", referiu Ivo Karlovic, que na próxima ronda terá pela frente o wildcard australiano Andrew Whittington.

Quem já não está neste Open da Austrália é João Sousa, que deixou o quadro de singulares sem portugueses ao sucumbir face à reação do jogador local Jordan Thompson. Sousa ganhou os dois primeiros sets (7-6 e 6-4), mas o australiano reagiu nos três seguintes (6-2, 6-2 e 6-1).

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