Espanha abate fortaleza iraniana com golo de Diego Costa

La Roja ganha, soma quatro pontos e iguala Portugal na liderança do grupo B.

A Espanha venceu o Irão por 1-0, em encontro da segunda jornada do grupo B do Mundial 2018. O único golo do encontro foi apontado por Diego Costa aos 54 minutos.

Os primeiros 45 minutos entre Espanha e Irão terminaram sem golos. Como seria de esperar, a seleção orientada por Carlos Queiroz remeteu-se à sua defesa e com uma formação compacta conseguiu suster o ímpeto espanhol.

A Espanha teve 73% de posse de bola e fez dez remates nesta primeira parte. David Silva esteve em evidência nestes primeiros 45 minutos, ao dispor de três disparos em zona perigosa mas sem efeitos práticos.

No início da segunda parte, a Espanha acelerou o seu jogo e sucederam-se as oportunidades. Piqué e Busquets estiveram à beira de marcar, mas o guarda-redes iraniano ia adiando o que haveria de suceder minutos depois. Ramin tentou um corte dentro da área, a bola embateu em Diego Costa e entrou para o primeiro golo do jogo.

O Irão que até aqui tinha mostrado que sabia defender, teve o resto da segunda parte para também provar que sabe atacar e pôr o adversário em sentido. As oportunidades sucederam-se de parte a parte, mas o resultado não voltou a sofrer alterações até final.

Com este resultado, a equipa de Hierro (substituiu Lopetegui já durante a prova) passa a somar quatro pontos e iguala Portugal na liderança do grupo B. O Irão fica com um ponto, fruto do empate com Marrocos da primeira jornada.

Resultados do dia:

Portugal - Marrocos (1-0, resultado final)

Uruguai - Arábia Saudita (1-0, a resultado final)

Irão - Espanha (19.00)

Ler mais

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.