Portugal foi o 82.º país a entrar numa cerimónia marcada pela união das Coreias

Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang começaram esta sexta-feira. A comitiva portuguesa foi liderada pelo atleta Kequyen Lam

A comitiva portuguesa foi hoje a 82.ª a entrar na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang2018, marcada pelo desfile unificado das duas Coreias.

No final da passagem das 91 comitivas, chegou o momento mais aguardado da cerimónia de abertura, com as delegações da Coreia do Sul e da Coreia do Norte a desfilarem em conjunto, sob uma bandeira branca com o mapa da península coreana desenhado a azul.

Tal como havia acontecido aquando da entrada do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e do presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, a irmã mais nova de Kim Jong-un, líder norte-coreano, cumprimentou os responsáveis sul-coreanos presentes no Estádio Olímpico de PyeongChang.

Kim Yo-jung é o primeiro membro da dinastia Kim a visitar a Coreia do Sul.

Esta foi a quarta vez que as duas Coreias desfilaram em conjunto em Jogos Olímpicos, depois de já o terem feito nas edições de Verão de 2000 e 2004 e de Inverno de 2006.

Além de terem desfilado em conjunto, as Coreias vão ainda ter uma equipa conjunta no torneio feminino de hóquei no gelo.

De forma simbólica, os discursos inaugurais dos responsáveis da Coreia do Sul e do COI foram feitos com a comitiva coreana por trás.

A comitiva portuguesa, liderada por Kequyen Lam, um dos dois atletas lusos em prova -- juntamente com Arthur Hanse --, foi a 82.ª a entrar no Estádio Olímpico.

Destaque também para o desfile da comitiva russa, que entrou sob bandeira neutra, depois de o país ter sido proibido de participar devido a um caso de doping sistemático apoiado pelo governo.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.