Paulo Santos, o empresário que passou pela baliza dos três grandes

Foi campeão pelo Benfica, venceu a Taça UEFA pelo FC Porto e ainda foi ao Mundial da Alemanha. Hoje representa uma marca internacional de suplementos alimentares

Em 2006, então ao serviço do Sporting de Braga, entrou no lote de convocados para o Campeonato do Mundo que se realizou na Alemanha, chamado pelo selecionador de Portugal Luiz Felipe Scolari. Seis anos depois terminava a carreira, ao serviço do Rio Ave, e pouco mais se ouviu falar do guarda-redes Paulo Santos. Atualmente com 44 anos, afastou-se do futebol - gere um negócio com a mulher (um salão de estética e beleza) e é representante de uma marca de suplementos e nutrição.

"Ainda tirei o curso de treinador de terceiro nível, mas não apareceram propostas para dirigir uma equipa. Ponderei esperar por uma oportunidade durante algum tempo, mas a verdade é que a vida tinha de andar para a frente. Não podia ficar parado à espera que o telefone tocasse, tinha de avançar com a vida, até porque tenho família e também nunca fui de estar parado, nunca tive problemas em trabalhar. O futebol era um sonho, mas nunca me arrependi da decisão que acabei por tomar", contou ao DN o antigo guarda-redes de Sporting, Benfica, FC Porto e Sp. Braga, entre outros, salientando que não guarda mágoa por não ter conseguido ficar ligado à sua paixão.

"Nada disso, só tenho de agradecer a vida que tive no futebol, tudo o que ganhei, as oportunidades que tive, não posso estar agora a queixar-me porque não seria verdade. Fiz tudo o que sempre quis e felizmente não olho para trás com tristeza. Não tenho mágoa do futebol, apenas a minha vida seguiu outro caminho. Foram mais de 20 anos ligados ao futebol e por isso não posso estar magoado, tive uma carreira da qual me orgulho e de que recordo sempre com muito carinho. Simplesmente a minha vida acabou por não seguir o rumo do futebol, mas estou bem e feliz, isso é o mais importante", confessou o jogador, que em 1993-1994 se sagrou campeão pelo Benfica, tendo também vencido a Taça UEFA pelo FC Porto em 2002-2003 e um Campeonato da Europa de sub-16 (1989).

Nova vida começou em 2016

Em 2012, o antigo guarda-redes decidiu, aos 39 anos, colocar um ponto final na carreira. Natural de Odivelas, tornou-se proprietário de um salão de estética e beleza no Jardim da Amoreira, que é gerido pela sua mulher. Mais recentemente, entrou num outro negócio que nada tem que ver com futebol.

Há cerca de um ano, Ramirez, um amigo e ex-jogador do Benfica, apresentou-lhe um novo projeto, o mundo 4Life, tendo passado a ser representante desta marca internacional de suplementos alimentares e de nutrição.

"O Ramirez apresentou-me esta ideia e acabei por ficar convencido, sobretudo porque tem que ver com a saúde e o bem-estar das pessoas, o que me deixou ainda mais satisfeito. Sempre fui desportista e agora tenho o privilégio de ajudar as pessoas com estes produtos. Tenho a certeza, aliás, de que este projeto será o futuro de muitas pessoas e eu já estou cá, a lutar pelo que quero", salientou o antigo futebolista, que ainda se recorda de ter partilhado o balneário com algumas estrelas do futebol português.

"No Sporting joguei nas camadas jovens com o Luís Figo e depois, quando cheguei ao Benfica, tive como colega o Rui Costa. Mais tarde ainda fui treinado pelo José Mourinho no FC Porto e cheguei à seleção nacional. Fui convocado para o Mundial da Alemanha quando estava no Sp.Braga, onde passei os melhores momentos desportivos da minha carreira", referiu o agora empresário.

O Mundial que não esperava

Paulo Santos recorda com emoção a sua experiência num campeonato do mundo. Venceu, é certo, um Europeu de sub-16, mas em 2006 também foi chamado por Luiz Felipe Scolari para ir à Alemanha. Algo que acabou por surpreendê-lo. "O Ricardo jogava sempre, depois ainda havia o Quim, não estava à espera de ser chamado, mesmo após a lesão do Bruno Vale, havia outros bons guarda-redes, mas felizmente acabou por recair em mim essa escolha, acredito que foi por tudo que vinha a fazer em Braga", assinalou o jogador, que não ficou triste por não ter feito qualquer jogo na Alemanha. "Sabia ao que ia."

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