Lepizig empata, Bayern vence e isola-se mais na liderança

O Bayern Munique venceu o Augsburgo e a beneficiou ainda do empate do Leipzig, adversário do FC Porto na Liga dos Campeões, com o Bayer Leverkusen, na 12.ª jornada.

Na visita ao Leverkusen, o Leipzig esteve duas vezes em vantagem, com golos apontados na conversão de grandes penalidades, mas acabou por ceder um empate 2-2, que o mantém no segundo lugar da 'Bundesliga', mas com menos seis pontos do que o Bayern.

Timo Werner e Emil Forsberg marcaram os golos dos visitantes, aos 13 e 52 minutos, 'anulados' por tentos de Leon Balley, aos 44, e Kevin Volland, aos 74, este numa altura em que a equipa da casa jogava reduzida a 10, devido à expulsão de Benjamin Henrichs, que esteve envolvido no lance da segunda grande penalidade.

A jogar em casa, o pentacampeão Bayern Munique impôs-se ao Augsburgo por 3-0, com um golo de Arturo Vidal (31) e dois de Robert Lewandowski (38 e 49).

O Hoffenheim, adversário do Sporting Braga na Liga Europa, empatou 1-1 na visita ao Eintracht Frankfurt e ascendeu ao quarto lugar, em igualdade pontual com o Borussia Dortmund, derrotado na sexta-feira pelo Estugarda (1-0), e com o Schalke 04 que só joga no domingo.

O Colónia, que ainda não venceu e ocupa a última posição com apenas dois pontos, perdeu por 1-0 na visita ao Mainz, que chegou ao golo na sequência de um penálti de Daniel Brosinki (43) e jogou os últimos 20 minutos reduzido a 10, devido à expulsão de Giulio Donati (71).

O Wolfsburgo impôs-se em casa por 3-1 ao Friburgo, que se mantém abaixo da 'linha de àgua', com um 'bis' de Yunus Mali (29 e 70) e um golo de Yannick Gerhardt (três), enquanto Bartosz Kapustka marcou para a equipa visitante, aos 68.

Ainda hoje o Hertha Berlim recebe o Borussia Mönchengladbach, e no domingo disputam-se os últimos dois encontros da 12.ª jornada.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.