Fernando Pimenta é campeão europeu em K1 1000 metros

Canoísta ganhou a prova de K1 1000 metros, em Belgrado, na Sérvia. É a terceira vez consecutiva que atinge o primeiro lugar nesta prova dos europeus

O canoísta português Fernando Pimenta é tricampeão europeu em K1 1000 metros. As provas estão a decorrer em Belgrado, na Sérvia. Terminou a prova em 3 minutos e 42 segundos.

Fernando Pimenta está ainda apurado para a final de K1 500 metros, que acontece domingo de manhã.

O atleta do Benfica cumpriu a prova, que liderou do princípio ao fim, em 3.29,200 minutos, batendo o húngaro Balint Kopasz, segundo, a 280 milésimos de segundo, e o alemão Max Rendschmidt, terceiro, a 2,320 segundos.

Fernando Pimenta já tinha conquistado o título na mesma prova em 2016 (Moscovo) e 2017 (Plovdiv) e o bronze em 2011 e 2015. Em Europeus, soma mais quatro medalhas individuais, em K1 5000, uma de ouro (2016), duas de prata (2013 e 2017) e uma de bronze (2014).

No total, em Europeus, o canoísta de Ponte de Lima conta mais quatro medalhas em K4 1000 metros e uma em K2 500, para um total de 14 'metais' -- quatro de ouro, quatro e prata e cinco de bronze.

O mais galardoado português de sempre na canoagem ganhou ainda uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos, em K2 1000 metros, com Emanuel Silva, em Londres 2012, e cinco em Mundiais, uma delas de ouro, em K1 5000 (2017).

Em Belgrado, Pimenta, que ainda soma duas medalhas de prata nos Jogos Europeus, em 2015, pode aumentar o seu currículo, pois ainda compete domingo na final de K1 500 metros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.