Equipa B bastou para Alemanha juntar mais um troféu à coleção

Na mesma semana em que ganhou o Euro sub 21, um golo de Stindl chegou para a seleção alemã, sem as principais figuras, vencer o Chile na final em São Petersburgo

A Alemanha ganhou pela primeira vez a Taça das Confederaçoões, batendo ontem em S. Petersburgo o Chile por 1-0, golo de Stindl na primeira parte. Terá sido ou não a última prova deste género, que junta as seleçoões campeãs continentais e o país organizador do Mundial, mas os alemães, na mesma semana em que se tornaram campeoões europeus sub-21, ganham também esta Confederações, com quatro vitórias e um empate e sofrendo golos em todos os jogos menos na final.

A Alemanha apresentou uma equipa B, só com três campeoões do mundo de 2014, e nem sequer substituindo os dois homens que se lesionaram antes do início do torneio, mas junta-se à França como as seleçoes que já venceram Mundial, Europeu e Confederaçoões.

O Chile tem uma geração dourada, a Alemanha pelos vistos tem três. Pelo menos. A Alemanha unificada chegou também ao futebol, quase 30 anos depois, talvez seja isso. Que o tenha mostrado na Rússia, tem alguma graça nesta altura. E que o tenha feito com alguns jogadores que provam o "melting pot"que hoje é (Rudiger, Mustafi, Younes), deve ser um gosto para Merkel. Também sofreu ontem, mas aproveitou os erros dos chilenos, como aconteceu no golo de Lars Stindl, em que Marcelo Diaz (30 anos, jogador do Celta) não aguentou a pressão alta dos alemães e perdeu a bola para Werner, que ficou isolado, ele e Stindl. Foi ao vigésimo minuto, depois de umas jogadas perigosas da seleção sul-americana e na primeira vez que os alemães foram lá abaixo.

O Chile foi sempre mais ofensivo, teve mais posse de bola, muitos mais remates, mas a seleção de Löw, em contra-ataque, aproveitando os erros, teve melhores oportunidades de golo e esteve sempre de certa forma confortável, perante uma boa equipa. O selecionador alemão ganhou a aposta de apresentar uma equipa B, revelando alguns bons jogadores (Goretzka, Werner, Rudy) que conseguiram fazer com que a equipa fosse mais que a soma dos seus jogadores.

Bem tentaram os chilenos na segunda parte, acabaram com mais posse de bola (61-39), mais remates (20-8), mais cantos (9-4), menos faltas (13-20), forçaram, mas os alemães cometeram menos erros e sobretudo em zonas menos decisivas. As estatísticas valem pouco perante o resultado final, mas ainda assim o Chile conseguiu submeter os campeoões do mundo - se se lhes pode chamar assim - e isso é uma espécie de pequeno triunfo do campeão sul-americano. É o que se pode arranjar de bom face à Alemanha.

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