A "bicicleta" contra a Juventus: "Foi o melhor golo da minha carreira"

Ronaldo recorda o golo "impossível" contra a Juventus

O post no Instagram de Cristiano Ronaldo - que resulta de uma parceria com a Nike - é um elogio ao "impossível", a palavra que melhor descreve o golo de "bicicleta" de CR7 contra a Juventus, em abril deste ano.

"Estou muito feliz por ter tentado - foi o maior golo que já marquei", diz Ronaldo no vídeo patrocinado pela marca, onde descreve ainda o que sentiu antes de tentar o extraordinário.

"É claro que foi um golo inacreditável, provavelmente o melhor golo, até agora, da minha carreira", começa por dizer, em inglês, o avançado.

"Eu vi a bola muito alto e pensei: 'talvez não consiga tocar na bola, mas vou tentar'. Tenho sempre pensamento positivo", descreve Ronaldo. E o resto é História: CR7 tocou mesmo na bola e marcou.

A Nike não poderia ter encontrado melhor exemplo para o seu slogan "Just Do It".

O vídeo está no Instagram de Ronaldo:

Recorde o golo "impossível":

Ler mais

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.