Froome vai alegar disfunção renal para explicar análise positiva

A defesa de Chris Froome, quádruplo vencedor da Volta a França, vai alegar que o ciclista britânico sofreu uma disfunção renal, o que explica o excesso de salbutamol detetado na sua urina, revela o jornal L'Équipe.

Froome, campeão do Tour em 2013, 2015, 2016 e 2017, teve um controlo antidoping positivo em setembro do ano passado na Volta a Espanha, que viria a vencer.

O advogado contratado por Froome, o inglês Mike Morgan - que já defendeu Alberto Contador no seu caso de clembuterol - vai recorrer ao testemunho de um grupo de cientistas para dar crédito a essa tese.

É defendido que o salbutamol, princípio do Ventilan, utilizado pelos asmáticos, é metabolizado pelo organismo e passa para o fígado. Depois são os rins que o eliminam através da urina.

Segundo a linha de defesa de Mike Morgan, Froome sofreu uma disfunção renal que provocou que o salbutamol se acumulasse durante vários dias, até ser expelido no dia do controlo em questão, na 18.ª etapa, o que explica a concentração de 2.000 nanogramas por milímetro, o dobro do autorizado pela Agência Mundial Antidopagem (AMA).

O L'Équipe adianta que os serviços jurídicos da União Ciclista Internacional (UCI) contrataram um especialista renal para contrariar esta linha de defesa.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.