O Mundial de Fórmula 1 de 2026 começou com um recorde de público nas bancadas do Albert Park, em Melbourne, ao longo dos quatro dias, três de treinos de qualificação e um de corrida, que o circo passou na Austrália na primeira prova do ano. No total, 483.934 adeptos da modalidade compareceram, 137.869 deles no dia da vitória de George Russell, piloto britânico da Mercedes, no domingo, dia 8. Não só o anterior recorde, de 465.498 mil espectadores em 2025, foi eclipsado, como agora os organizadores sonham em bater os números acima de 500 mil do velho circuito de Adelaide, usado de 1985 até 1995 como última e, muitas vezes, decisiva corrida do mundial, noticia o AutoRacing1.O sucesso de audiência transbordou também, claro, para os ecrãs. A Network 10, que transmitiu o evento, chegou a 1,796 milhões telespectadores durante a corrida mas foi diminuindo por razões desportivas: afinal, o piloto da casa Oscar Piastri, da McLaren, que lutou até quase ao fim pelo título mundial de 2025, conquistado pelo companheiro de equipa britânico Lando Norris, acabou por desistir ainda antes da largada após um acidente para desespero dos compatriotas in loco e em casa. No total, porém, a emissora chegou a 3,7 milhões de australianos ao longo dos quatro dias em que novos veículos e tecnologias de ponta nos motores, na aerodinâmica, na energia elétrica e no combustível, agora 100% sustentável, foram apresentados ao mundo, revelou o B&T, principal publicação do país sobre indústria de marketing, publicidade e media. .Fórmula 1 entra numa nova era em 2026 com a maior revolução técnica de sempre.Dias antes do Grande Prémio, a Nielsen Sports apresentou um relatório, citado pela Reuters, a dar conta do crescimento de 6,8% de audiência de 2024 para 2025, representando 1,83 mil milhões de fãs no mundo todo atentos à prova rainha do desporto automobilístico. As corridas cresceram 19,8% e os dias de treinos de qualificação 22,8%. No acompanhamento online, que equivale a cerca de 25% das audiências totais, houve um aumento superior a 75%. Em 2026, com a Austrália a começar já com o pé direito, prevê-se novo aumento.Com tudo isso, um evento deste tipo gera impacto significativo para quem o organiza, nomeadamente para a economia da Austrália, mais particularmente para o estado de Victoria e a cidade de Melbourne. Segundo o site local News.Com, o Grande Prémio injetou 320 milhões de dólares indiretos em turismo, hospedagem, alimentação e serviços durante a semana de corrida.Mas, por outro lado, os 140,6 milhões de dólares em receita direta não cobrem os 242,9 em custos operacionais, uma diferença de 102 milhões reposta pelo governo de Victoria, que será paga mais tarde pelos contribuintes daquele estado australiano, adverte a mesma publicação.Na corrida, os Mercedes de Russell e de Kimi Antonelli, o segundo classificado, dominaram ao longo da quase totalidade das 58 voltas. A dupla da Ferrari, com Charles Leclerc, monegasco, e Lewis Hamilton, britânico, chegaram logo a seguir. O campeão do mundo Lando Norris foi quinto e o vice Max Verstappen, neerlandês, sexto.O campeonato prossegue já este fim de semana, em Shanghai, na China, e continuará na Ásia, do extremo ao médio oriente, por mais quatro corridas até chegar a Miami, nos EUA, já no mês de maio. .1960. Quando a alta velocidade da Fórmula 1 ecoava nas ruas do Porto