Foi chumbada pelo IFAB e pela UEFA, mas lei Wenger do fora de jogo será testada no Canadá
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Foi chumbada pelo IFAB e pela UEFA, mas lei Wenger do fora de jogo será testada no Canadá

Vai ser já em abril que a Canadian Premier League vai ser a cobaia da ideia de Arsène Wenger, que voltará a ser apreciada dentro de um ano pelo International Board.
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A chamada lei Wenger do fora de jogo chumbada no domingo pelo International Football Association Board (IFAB), organização que é a guardiã das leis do futebol, vai afinal ter uma vida no Canadá, onde será testada a partir do mês de abril na Canadian Premier League, que vai para a oitava edição.

O antigo treinador Arsène Wenger, que desempenha o cargo de diretor de Desenvolvimento Global de Futebol da FIFA desde novembro de 2019, tem estado determinado em alterar a polémica lei do fora de jogo, tendo apresentado a sua proposta com tinha como principal objetivo dar a vantagem aos atacantes e não às defesas e, ao mesmo tempo, permitir que os jogos possam ter mais golos.

E foi nesse contexto que levou ao IFAB a sua visão que, na prática tinha o objetivo de deixar de lado a polémica, uma vez que com a lei Wenger, o avançado só estaria impedido quando houvesse espaço entre ele e o defesa... Ou seja, o VAR deixaria de medir o fora de jogo, que passaria a existir sempre que entre o atacante e o penúltimo defensor não estivessem sobrepostos na mesma linha.

AUEFA mostrou-se desde logo contra esta ideia, tendo sido suportada no domingo quando o IFABrejeitou liminarmente esta proposta, mantendo tudo como está atualmente.

A liga profissional canadiana, disputada pelos principais clubes do país que não disputam a MLS, não tem sistema de VAR e, por isso, será na prática a primeira cobaia ao nível do futebol sénior minimamente competitivo, depois de aquela que também já foi chamada de regra da luz do dia ter sido testada apenas em torneios de escalões jovens.

Refira-se que a decisão de assinalar fora de jogo vai caber em exclusivo aos árbitros assistentes, pois na ausência de VAR serão eles a ter de avaliar se o espaço entre os dois jogadores adversários existe para anular o lance.

Para já, Arsène Wenger, de 76 anos, conseguiu que a sua teoria seja testada na prática, mas conseguiu ainda que o IFAB volte a este tema dentro de um ano, depois de receber os resultados desta experiência canadiana.

Refira-se que a ideia de Wenger surgiu em resposta ao impacto da tecnologia semiautomática do fora de jogo (SAOT), que tem originado decisões pode escassos centímetros e longas paragens das partidas para que o VAR se pronuncie sobre este tipo de lances em grandes competições, o que tem causado muito desagrado entre os espectadores.

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