Filipe Albuquerque corre em casa à espera de milagre

Piloto português tem 18 pontos para recuperar, em Portimão, para alcançar título pela United Autosports na European Le Mans Series

O Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, vai acolher neste domingo aquela que pode ser a consagração da equipa de um piloto português do campeonato European Le Mans Series. A norte-americana United Autosports de Filipe Albuquerque vai entrar nas 4 Horas do Algarve, na sexta e derradeira prova, com 18 pontos de desvantagem para o líder, os russos G-Drive Racing, cujas piores classificações em etapas durante a época foram quatro segundos lugares.

Só uma hecatombe faria sorrir o conimbricense de 32 anos - e os dois companheiros de equipa, o norte-americano William Owen e o suíço Hugo de Sadeleer. Mas o piloto luso não perde a esperança. "A preparação está a correr bem. Fiz um teste na semana passada com a equipa, embora não o pudéssemos ter feito na pista da prova, por imposição dos regulamentos. Vamos atacar com unhas e dentes e contar com a sorte de correr em casa. Não dependemos apenas de nós", disse ao DN, ciente das dificuldades. "Eles teriam de ter um problema mecânico ou coisa do género, mas é algo que já aconteceu no passado", vincou, de calculadora na mão.

Afinal, para a United Autosports se sagrar campeã, terá de vencer a prova e esperar que a G-Drive Racing fique abaixo do sexto lugar (em 13 equipas). Ou então terá de ser segunda classificada desde que a concorrente não some pontos - ou seja, que fique fora dos dez primeiros no circuito de Portimão.

Percurso sinuoso é ponto a favor

A jogar a favor de Albuquerque e companhia vão estar as características da pista. "Tem poucas retas, que é o que tem sido o nosso problema. Quanto mais curvas, melhor. Apesar da grande reta da meta, o circuito é bastante sinuoso", considerou, esperando o apoio do público português. "Gostava de ter as bancadas cheias para intimidar a equipa russa e os outros adversários. Ficaria muito contente se conseguisse subir ao pódio", desejou, apelando aos compatriotas para darem "uma ajuda". "Significaria muito para mim poder ser campeão. É a terceira vez que participo na European Le Mans Series e já fui segundo e terceiro classificado, já tive pole positions e voltas mais rápidas. Ganhar dois campeonatos num ano seria excelente", confessou o piloto luso, em alusão ao North American Endurance Championship conquistado pela Cadillac há duas semanas.

Investimento de 195 milhões

Palco da decisão final da European Le Mans Series, o Autódromo Internacional do Algarve foi inaugurado a 2 de novembro de 2008, depois de apenas sete meses de construção, naquela que foi a sua primeira corrida contra o tempo, para poder receber a grande final do Campeonato do Mundo de Superbike, precisamente a prova inaugural do recinto.

Com um custo total de 195 milhões de euros, o complexo algarvio situa-se a cerca de 16 quilómetros do centro de Portimão, na freguesia de Mexilhoeira Grande, e concentra várias valências no mesmo espaço: autódromo, kartódromo, pista off-road, hotel de cinco estrelas, apartamentos, parque tecnológico e complexo desportivo.

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