FC Porto esteve mesmo muito perto mas ainda não chegou ao objetivo

Portistas fizeram bem mais para ganhar (na 2.ª parte), mas faltou sempre alguma coisa para o golo - nos últimos cinco jogos a equipa de Nuno só marcou dois. E assim fica tudo para resolver no Dragão, contra o Leicester.

O FC Porto adiou para a última jornada, no Dragão com o Leicester, a definição sobre a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Empatou 0-0 num jogo em que foi a única equipa a querer ganhar, mas isso não chegou. Nos últimos cinco jogos só conseguiu dois golos (e só sofreu um, aos 92", com o Benfica, também), o que é muito limitativo.

Agora precisa de fazer o mesmo resultado, com o Leicester - já qualificado -, que o Copenhaga fizer em Bruges (os belgas já estão desenganados). Os dinamarqueses ontem asseguraram a Liga Europa, mas se ganharem na Bélgica têm uma chance. Prevê-se uma noite de emoções a 7 de dezembro.

Nuno Espírito Santo apostou na mesma equipa que dominou o Benfica no Dragão, mas a coisa não resultou da mesma maneira do ponto de vista da exibição, sobretudo na primeira parte - a segunda foi bastante melhor e a equipa mereceu claramente o golo. Otávio começou como terceiro médio, como n.º 10, com Corona e Jota mais nas alas, além de André Silva no meio, mas houve muita dificuldade em manter a bola, em controlar partes do jogo, até porque o relvado não ajudava muito e, pior, o Copenhaga defende com grande segurança.

A equipa dinamarquesa foi muito agressiva no seu 4-4-2, mesmo sem os seus dois pontas-de-lança (Cornelius e Santander, lesionados, substituídos por Pavlovic e Verbic). A zona central da equipa é muito forte, com Delaney e Kvist, e a defesa sempre organizada, raramente apanhada em falso. Com essa segurança defensiva, a equipa esperava pelo seu momento em bolas paradas. O que se viu durante o jogo, de resto, foi que o Copenhaga apostou mesmo em não perder e definir tudo na última jornada, quando visitar o Brugge e o FC Porto receber o campeão inglês já qualificado.

Mas na primeira parte, na sequência de um livre e dois cantos seguidos para o Copenhaga, Johansson esteve perto do golo de cabeça, num cruzamento de Toutouh (Maxi tenrinho), mas a bola saiu ao lado. Viria a ser a única oportunidade da equipa da casa em todo o jogo.

O FC Porto começou melhor o jogo, teve uma boa oportunidade por Diogo Jota, mas correspondeu mal ao cruzamento de Corona e, mais tarde, André Silva entrou bem na área mas escorregou no momento do remate.

A tendência era de equilíbrio, de jogo entre as áreas, de duelo físico, não de posse de bola. O FC Porto até acelerava demasiado o jogo, às vezes, porque isso não beneficiava a sua gestão da partida.

Claro que se começou a notar a falta dos dois pontas-de-lança do Copenhaga, porque o segundo tempo foi de sentido quase único em direção à baliza do excelente Robin Olsen, que aos 56" defendeu dois remates de André Silva na pequena área! Incrível.

O jogo foi do FC Porto, de facto, mas tirando essa não teve, na verdade, grandes oportunidades, embora tenha tido várias jogadas importantes: André Silva de fora, ao lado, ou um contra-ataque de três para dois mas que Diogo Jota levou até ao fim e chutou de fora da área para as mãos de Olsen. O defeito era o do costume - o FC Porto acabava sempre os ataques com cruzamentos por alto, nunca com aquelas bolas rasteiras para a zona do penálti, que são tão utilizadas por outros e tão pouco pela equipa de Nuno.

De resto, com jogadores pequenos como aqueles que têm jogado (Depoître ficou outra vez no banco), esse tipo de jogadas era mais aconselhável, mas tire-se o chapéu à forma como defende este Copenhaga, sempre bem - e por alto, então, é inultrapassável. O FC Porto não chegou lá, ao golo, apesar de um enorme esforço, de uma enorme disponibilidade física dos jogadores, de uma exibição até razoável, que provou que o FC Porto é melhor do que o Copenhaga apesar de ter empatado nos dois jogos. Provou isso numa segunda parte que foi toda no mesmo sentido, em que submeteu os dinamarqueses a jogar sempre no seu meio-campo, mas era preciso um pouco mais de futebol para ganhar este jogo. O que podia ter ficado resolvido na Dinamarca foi adiado para o Porto, porque a finalização não é boa e porque nem sempre as decisões são as melhores. Foi pena, mas não foi só azar, isso não.

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