FC Porto quer pôr a mão em 9,5M€ e Conceição avisa: "Damo-nos bem com finais"

Um empate com o Shakhtar Donetsk é o que basta aos dragões para carimbarem o passaporte para os oitavos de final da Champions.
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Não é preciso calculadora e as contas são muito simples. Para garantir esta quarta-feira a presença nos oitavos de final da Champions, basta ao FC Porto empatar na receção ao Shakhtar Donestsk (20.00, TVI). Ou seja, os dragões estão a um ponto de encaixarem mais 9,5 milhões de euros e garantirem pela 18.ª vez um lugar entre as 16 melhores equipas da prova desde que existe Liga dos Campeões.

"É uma final e nós damo-nos bem com finais, mas é uma final nesta competição. Segunda-feira teremos uma final para o campeonato [com o Sporting] e assim sucessivamente. Vivemos sempre de finais neste clube. Qualquer ponto perdido no campeonato atrasamo-nos, perdemos um jogo na Amoreira e ficámos fora da Taça da Liga, na Taça de Portugal se perdermos será assim também... Estamos habituados a este tipo de pressão, que até é boa. Como já disse, não chega dar tudo neste clube, ir ao limite é o mínimo. Isso está sempre presente no nosso trabalho diário", referiu Sérgio Conceição.

Além do prestígio desportivo, até porque em caso de sucesso será o único representante português na prova, a passagem aos oitavos tem ainda associada a parte financeira, pois permite somar mais 9,5 milhões para juntar aos 41,8 milhões já garantidos até aqui. "Não sou gestor financeiro, estou aqui para conquistar títulos. Essas vitórias são importantes para conquistar esses títulos, mas claro que para os portugueses é absolutamente essencial chegar o mais longe possível na Champions. Esse é o meu papel e o dos jogadores, dar o máximo para que esses títulos possam ter retorno financeiro. Os clubes portugueses vivem em grande dificuldade, não é só o FC Porto", analisou o técnico.

Pela frente, os dragões terão uma equipa ucraniana, que tem neste momento os mesmos pontos (9), mas que perde no confronto direto: "São de um país que atravessa um momento muito sensível e que todos somos sensíveis a isso, mas isto é futebol. Enviaram-me um artigo onde se pode ler sobre a importância deste jogo para o Shakhtar e para a Ucrânia. Com isto, quero dizer que a envolvência e o contexto, além da qualidade do Shakhtar... Não vai ser fácil. Que ganhe o melhor, e claro que quero que o melhor sejamos nós."

A terminar, o treinador dos dragões foi questionado sobre se acredita que face ao contexto atual, será possível uma equipa portuguesa voltar a ganhar a Champions: "Em termos teóricos somos um país que cada vez está mais longe desses países poderosos, de equipas apetrechadas de jogadores que estão entre os melhores do mundo. Na prática, o futebol é futebol. Se calhar em 1987 ninguém diria que o FC Porto conseguia o que conseguiu, em 2004 também, e eu estava nessa equipa mas infelizmente não pude jogar. Sinto e sei que cada vez se está a tornar mais difícil."

O lateral João Mário não se treinou nesta terça-feira e está em dúvida para o confronto desta noite, tal como Wendell.

nuno.fernandes@dn.pt

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