Fernando Madureira, ex-líder da claque SuperDragões
Fernando Madureira, ex-líder da claque SuperDragõesFOTO: Amin Chaar / Global Imagens

FC Porto apresenta queixa contra Fernando Madureira por violar ordem do tribunal ao ser visto na loja do clube

Os dragões apresentaram requerimento ao tribunal com imagens de videovigilância onde se vê o ex-chefe da claque nas imediações do estádio, algo a que está proibido.
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O FC Porto apresentou queixa de Fernando Madureira, antigo líder da claque Super Dragões, por ter entrado na loja do clube no Estádio do Dragão, violando dessa forma as medidas de coação decretadas pelo tribunal.

Fonte dos dragões disse à Lusa que Fernando Madureira entrou no espaço comercial adjacente ao estádio pelas 12h05 do dia 11 de fevereiro, cinco dias após a sua libertação pelo cumprimento de dois anos de prisão preventiva, o limite legal português.

O ex-chefe de claque terá estado cinco minutos dentro da Loja Azul e outros 10 minutos na imediação do recinto desportivo, tendo o FC Porto anexado no requerimento imagens de videovigilância para o comprovar.

Além de ter se apresentar duas vezes por semana às autoridades policiais, está proibido de "frequentar recintos desportivos ou quaisquer eventos relacionados com o FC Porto", o que motivou um pedido do clube ao tribunal para que a sua situação seja reconsiderada.

O Tribunal da Relação do Porto reduziu para três anos e quatro meses a pena de Fernando Madureira, uma redução de cinco meses face à decisão em primeira instância, ao eliminar um dos crimes de ofensas corporais anteriormente dado como provado, depois de ter analisado o recurso interposto pelos arguidos da Operação Pretoriano, condenados em 31 de julho do ano passado.

Como já cumpriu dois anos de prisão preventiva, faltam-lhe 70 dias para atingir os dois terços da pena de três anos e quatro meses e, dessa forma, poder ficar em liberdade, sendo possível que tenha de cumprir apenas mais esse período em reclusão.

No processo que ficou conhecido como Operação Pretoriano, o coletivo de juízes do Tribunal Criminal de São João Novo, no Porto, deu como provada a existência de um "plano criminoso" para "criar um clima de intimidação e medo" numa Assembleia Geral do FC Porto, na qual ocorreram confrontos e agressões, para garantir a aprovação da proposta de alteração dos estatutos do clube, do "interesse da direção" então liderada por Jorge Nuno Pinto da Costa.

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