Fabian Cancellara vence Strade Bianche e faz história

Ao vencer a prova italiana pela terceira vez, o ciclista suíço terá um dos sectores de 'sterrato' com o seu nome. Cancellara mostra que está preparado para as clássicas no ano da despedida

Fabian Cancellara quer despedir-se em grande do ciclismo. Naquela que é a sua última temporada, o suíço demonstra que está em grande forma e preparado para as grandes clássicas. E na Strade Bianche deu espetáculo e garantiu mais uma vitória. A terceira na prova italiana e, por isso, um dos sectores de sterrato passará a ter o nome do suíço.

Aos 34 anos, Cancellara quer despedir-se em grande e confessou após a vitória que se sentia "como uma criança". "Sabia que o Stybar [segundo classificado] é um rapaz de ciclocross, por isso tinha de ter cuidado com ele. Ele venceu no ano passado e é um bom trepador. Estou muito feliz", salientou o suíço da Trek-Segafredo, que confessou ainda sentir-se honrado por dar o nome a um dos sectores, sendo o primeiro a conseguir fazê-lo (venceu também em 2008 e 2012).

A décima edição da prova italiana, com 176 quilómetros, teve no pódio Zdenek Stybar que tentou ir ao sprint com Cancellara, mas faltaram-lhe as forças depois da última subida, que termina poucos metros antes da meta. O colega de equipa da Etixx-QuickStep, Gianluca Brambilla, ainda sonhou com a vitória. Esteve muito tempo em fuga e foi o único sobrevivente quando se formou o grupo de quatro ciclistas que iria discutir a vitória. Tentou uma fuga solitária, mas foi apanhado a poucos metros da meta.

Além dos ciclistas que acabaram no pódio, no grupo estava ainda Peter Sagan. O eslovaco da Tinkoff continua à procura da primeira grande vitória com a camisola de campeão do mundo. Depois de dois segundos lugares na Strade Bianche, Sagan procurava o triunfo, mas não conseguiu responder quando Cancellara atacou e levou Stybar consigo. O eslovaco nem conseguiu ultrapassar Brambilla.

Fabian Cancellara tem como grande objetivo conquistar mais um (ou mais) monumentos, sendo dos favoritos para a Milano-San Remo (que venceu em 2008) e Paris-Roubaix (2006, 2010 e 2013). O suíço quer ainda juntar uma camisola rosa da liderança do Giro aos seus muitos troféus (contabiliza 71 vitórias como profissional) e terá essa possibilidade caso ganhe o contrarrelógio inaugural da prova italiana.

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