Quaresma diz que não foi titular por opção técnica: "Estava pronto"

Extremo diz que a lesão sofrida "não era nada de grave", mas desvalorizou condição de suplente. Para Ricardo Carvalho "faltou sorte".

Descontraído, Ricardo Quaresma garante que o empate (1-1) diante da Islândia não significa um acréscimo de pressão para Portugal frente à Áustria, na segunda jornada do Grupo F do Europeu. "Gostamos de pressão, não há problema. Estamos prontos para o que vier", disse o extremo, rejeitando que os mais jovens tenham tremido na estreia: "São jovens que jogam em grandes equipas, estão habituados a jogar a Champions e competições importantes. Não é por aí."

Quaresma sente-se "acarinhado" pelos adeptos e espera "que continuem assim porque Portugal vai precisar de todos". E garante que não foi titular por opção técnica: "Estava pronto para jogar, recuperei, não era nada de grave, foi uma opção técnica que respeitei. Estou pronto para ajudar a minha equipa."

Depois pediu aos adeptos para não desanimarem. "Não entrámos da melhor maneira, mas há muito jogo pela frente. Não é como começa, é como acaba. Vamos lutar para conseguir o objetivo", avisou, descartando depois qualquer polémica com Nani na luta por um lugar no onze: "Isso não me preocupa. Preocupa-me ver os meus colegas bem e a ajudarem a seleção, isso é o mais importante."

Para André Gomes o empate cedido não é importante. "Tentámos circular a bola rápido, porque sabíamos que eles iam estar fechados e com um bloco mais recuado. Criámos boas oportunidades de golo, tanto na primeira como na segunda partes, mas, infelizmente não conseguimos marcar e acabámos por sofrer um golo num lance de futebol direto. Agora, temos dois jogos e temos de olhar em frente", apontou o médio do Valência.

O jogador só não gostou da incapacidade para reagir ao golo adversário: "Não estávamos de todo à espera que isso fosse acontecer, sabíamos que iam criar perigo com futebol direto. Sofremos um golo, tentamos reagir, mas infelizmente não conseguimos a vitória."

Já, segundo Ricardo Carvalho, Portugal tinha o jogo controlado. "Mas na segunda parte fomos penalizados pelo único remate à baliza com perigo que a Islândia fez. Aí o jogo ficou mais difícil", disse o central de 38 anos, antes de explicar o golo sofrido: "Foi resultado de uma bola longa ao segundo poste, estávamos todos a fechar e o jogador da Islândia, mais aberto, finalizou bem."

Cédric sofreu a ver o jogo de fora. "Sabíamos que a Islândia é uma equipa com a sua qualidade, acabámos por fazer um bom jogo, mas fomos infelizes na finalização e o adversário teve aquela ponta de sorte", disse o lateral direito.

Também José Fonte foi suplente, mas não se coibiu de lembrar: "Isto é um jogo de equipa. Todos unidos a trabalhar e a pensar já no próximo jogo."

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