Em 2017, Mercedes também foi a campeã das 'pit stops'

Equipa alemã venceu troféu para a escuderia mais rápida nas paragens nas boxes. Williams foi a melhor na maioria das corridas

Às vezes, as corridas ganham-se nas boxes. E foi lá - nas décimas de segundo poupadas em cada paragem para reabastecimento de combustível e troca de pneus - que a Mercedes alicerçou o domínio que a levou a sagrar-se, neste ano, tetracampeã mundial de pilotos e de construtores de Fórmula 1. A escuderia alemã venceu, pela primeira vez, o Prémio DHL para as pit stops mais rápidas.

O anúncio surge, no final do ano, através da transportadora que instituiu o prémio: em 2017, a Mercedes também foi a mais rápida nas boxes. A DHL atribuiu pontuações (25, 18, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1) às dez pit stops mais céleres em cada um dos 20 grandes prémios desta época no Campeonato do Mundo de Fórmula 1. E a soma final não deixou margem para grandes dúvidas: a equipa alemã foi a melhor (472 pontos), seguida pela Williams (442) e pela Red Bull (344).

Bem pode dizer-se que, além de ter o carro e os pilotos mais velozes (que a levaram vencer 63 das 79 corridas, do início de 2014 para cá), a Mercedes também tem os mecânicos mais rápidos nas boxes. Todavia, neste caso, a concorrência é mais apertada do que tem sido nas pistas. Em 2017, a Williams foi a melhor na maioria das provas (oito).

A escuderia britânica conseguiu mesmo os dois melhores desempenhos do ano - 2,02 segundos numa pit stop de Felipe Massa no Grande Prémio do Reino Unido, 2,10 numa ida às boxes de Lance Stroll no GP do Brasil (seguem-se registos de 2,15 segundos da Mercedes em Itália e nos EUA e da Red Bull em Abu Dhabi). Contudo, isso não lhe valeu de muito: Massa foi 10.º em Silverstone, Stroll acabou em 16.º em Interlagos, e, no final do ano, a Williams (5.ª do Mundial de construtores, com 83 pontos) apenas somou um pódio - o 3. º lugar de Stroll no Azerbaijão, uma prova em que os britânicos nem entraram na lista das pit stops mais rápidas.

De resto, só em Espanha, Bélgica, Singupura (três triunfos de Lewis Hamilton, da Mercedes) e Malásia (vitória de Max Verstappen, da Red Bull) é que ganhou a corrida quem fez a paragem mais rápida nas boxes. Mas, num Mundial de F1 mais renhido do que os anteriores, os décimos ou centésimos ganhos em cada pit stop poderão ter ajudado a consolidar a posição da Mercedes no topo das tabelas de construtores e de pilotos. Nas edições de 2015 e 2016, o Prémio DHL para as pit stops mais rápidas tinha ido para Ferrari e Williams, respetivamente.

"A pit stop é um momento crucial numa corrida e pode fazer a diferença entre ganhá-la e perdê-la", sublinhou o diretor do Mundial de F1, Ross Brawn, ao premiar a escuderia alemã. "Não é apenas uma questão de quão rapidamente uma equipa pode mudar os pneus em cada prova, mas também de quão consistente pode ser ao longo da temporada. Por tudo isso, a Mercedes está de parabéns", acrescentou.

Agora, com o campeão Hamilton a projetar 2018 com vontade de ser mais consistente ao longo da época ("se assim for, ninguém conseguirá bater-me", disse à BBC), resta à Mercedes manter a rapidez, dentro e fora das pistas. Afinal, o sucesso pode começar nas boxes.

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