Düsseldorf em total alerta antes do início do Tour

Para prevenir qualquer hipótese de atentado, autoridades cortaram ruas e proibiram todos os voos a sobrevoar a cidade alemã

O povo diz, e bem, que mais vale prevenir do que remediar. É o que está a passar-se na cidade alemã de Düsseldorf, onde se inicia amanhã a 104.ª edição do Tour, nome pelo qual é conhecida a Volta a França em bicicleta. Estamos a falar do evento desportivo de maior audiência depois dos Jogos Olímpicos e do Mundial de futebol.
Por isso, esta cidade próxima da fronteira com a Holanda está, passe a expressão, completamente armadilhada para prevenir um atentado terrorista, de modo a que não aconteça o que sucedeu recentemente em Manchester, Londres, Nice, Berlim ou mesmo Dortmund. Nesta última cidade, no início de abril, o encontro entre o Borussia e o Mónaco de Leonardo Jardim, a contar para a Liga dos Campeões, foi adiado em 24 horas devido a uma suspeita de atentado contra o autocarro da formação germânica. Ainda foram detonados remotamente dois explosivos e do incidente resultou apenas um ferido, o futebolista espanhol do Borussia, Marc Bartra, que foi operado a um braço.
"Temos de zelar pela segurança dentro daquilo que está ao nosso alcance", referiu o presidente da Câmara de Düsseldorf, Thomas Geisel. Naquela cidade e zona limítrofe habitam 600 mil pessoas, mas são esperados amanhã um milhão de adeptos do ciclismo e desde ontem que há inúmeras ruas cortadas, tendo sido imposta a proibição de sobrevoar a cidade.
Para se perceber em concreto o cenário, há milhares de polícias nas ruas de Düsseldorf devidamente auxiliados por 2500 voluntários que não só fazem parte do dispositivo de segurança como ainda têm sido peças essenciais nos simulacros que têm sido realizados de há uns meses a esta parte.
"Estamos muito bem preparados e prontos para tudo", referiu aos jornalistas o máximo responsável da polícia de Düsseldorf, Norbert Wesseler, que não teve problemas em reconhecer publicamente que existe uma ameaça mas, por enquanto, sem qualquer indício concreto que ponha em risco a integridade de todos aqueles que quiserem presenciar o arranque da Volta a França em bicicleta 2017, ciclistas incluídos.
O plano de segurança montado segue uma espécie de guião com mais de cem páginas, guardado a sete chaves e de acesso a um círculo restrito de pessoas, pois se caísse em mãos indesejadas tudo ficaria mais vulnerável.
Entre os homens do espetáculo, ou seja os ciclistas, é patente, pelas suas declarações, o receio de que algo menos bom possa suceder tendo em conta a plateia maciça que estará nas ruas de Düsseldorf. "Claro que pelas nossas cabeças passa o que aconteceu em Nice há um ano. Mas não devemos pensar muito nisso ou deixar-nos influenciar por esse acontecimento", dis-se Emanuel Buchmann, um dos mais sérios candidatos a vencer a camisola destinada ao prémio da juventude.
André Greipel, vencedor de onze etapas no Tour, mostra confiança nas autoridades: "Acredito que foram tomadas as precauções necessárias e que a organização pode fazer face a uma possível ameaça. No ano passado o Tour esteve quase a ser interrompido devido ao atentado de Nice mas, felizmente, isso não aconteceu porque se conseguiu controlar a situação."

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG