Dongmo luta pelo pódio, Cabecinha no 'top 10' e Mamona na qualificação do triplo

Auriol Dongmo qualificou-se para a final do lançamento do peso em Eugene, nos Estados Unidos. Ana Cabecinha repetiu o nono lugar obtido em Doha2019, enquanto Patrícia Mamona procura um dos 12 lugares de finalistas. Já Dorian Keletela assumiu-se desapontado.

Auriol Dongmo confirmou a candidatura à primeira medalha lusa nos Mundiais de atletismo, em Eugene, nos Estados Unidos, ao qualificar-se para a final do lançamento do peso, à primeira, com o terceiro melhor arremesso.

Dongmo, de 31 anos, chegou à 18.ª edição dos campeonatos do mundo com o estatuto de campeã do mundo em pista coberta, um título conquistado em março, em Belgrado, e conseguiu, com 19,38 metros, o apuramento direto para a final, a disputar este sábado.

A quarta classificada nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 terminou a qualificação com a canadiana Sarah Mitton, ambas apenas superadas pela chinesa Lijiao Gong (19,51).

"O meu foco é alcançar uma medalha, não penso na marca, quero é lançar o mais longe possível", sublinhou a lançadora do Sporting, que iniciou o concurso com o segundo lançamento mais longo do ano (20,43), apenas atrás da norte-americana Chase Ealy (20,51), igualmente apurada para a final, marcada para as 18:25 locais (02:25 de domingo em Lisboa).

De fora da final ficou Jessica Inchude, que terminou a qualificação no 17.º posto, com 18,57 metros, numa jornada no estádio Hayward Field marcada pelo afastamento nas qualificações de Marta Pen, nos 1.500 metros, e Tsanko Arnaudov, no lançamento do peso.

Marta Pen concluiu a prova com a marca de 4.08,58 minutos, que lhe valeu o 30.º lugar nas eliminatórias, apesar do sétimo posto na sua série - a um lugar do apuramento direto -, enquanto Tsanko Arnaudov, no seu regresso aos grandes palcos, quatro anos depois, concluiu a qualificação no 17.º posto, com 19,93 metros.

A abrir a participação lusa, nos 20 quilómetros marcha, a primeira prova para medalhas dos Mundiais, Ana Cabecinha surpreendeu-se ao repetir o nono lugar obtido em Doha2019.

Nas imediações do Autzen Stadium, sob uma temperatura a rondar os 28º celsius, a recordista nacional da distância concluiu a sua sexta presença na competição em 01:30.29 horas, à frente da estreante Carolina Costa, 25.ª, em 01:36.36, e de Inês Henriques, que, aos 42, iniciou a sua 10.ª participação, com o 32.º lugar - numa prova iniciada por 41 atletas e concluída por 36 -, em 01:38.32.

Antes, a partir das 10:30 (18:30), Patrícia Mamona, medalha de prata em Tóquio2020, procura um dos 12 lugares de finalistas, com 14,40 metros como a marca de apuramento direto para a final, marcada para segunda-feira, às 18:20 (02:20).

Mamona, de 33 anos, chega a Eugene2022 na terceira posição do 'ranking' mundial, mas apenas com a 14.ª marca do ano (14,42 metros), em março, nos Mundiais em pista coberta, nos quais ficou no sexto lugar.

Ainda no programa do segundo dia dos Mundiais, Lorene Bazolo e Isaac Nader procuram a qualificação para as semifinais dos 100 e dos 1.500 metros, respetivamente.

Bazolo, de 39 anos, que detém os recordes nacionais dos 100 e dos 200 metros, com 11,10 e 22,64 segundos, respetivamente, vai disputar a sétima série, às 17:52 (01:52), numa prova que vai iniciar com 41.ª melhor marca do ano (11,26).

Apuram-se para as semifinais, a disputar no domingo, as três primeiras de cada série e as três mais rápidas entre as restantes.

Pouco depois, às 18:41 (02:41), Isaac Nader vai enfrentar a segunda série dos 1.500 metros, juntamente com o norueguês Jakob Ingebrigtsen, campeão olímpico, procurando, na estreia em Mundiais, avançar para as semifinais, com um dos seis primeiros lugares ou com os seis melhores tempos entre os restantes.

O refugiado congolês apoiado pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) Dorian Keletela assumiu-se desapontado com as suas marcas na estreia em provas dos 100 metros de Mundiais de atletismo, na sexta-feira, em Eugene, nos Estados Unidos.

O velocista do Sporting, de 23 anos, não foi além do 47.º tempo nas eliminatórias, em 10,52 segundos, ao terminar no sétimo posto a quarta série, vencida pelo jamaicano Oblique Seville (9,93), que se impôs ao italiano Marcell Jacobs, campeão em Tóquio2020, autor do seu melhor tempo do ano (10,04).

"O resultado podia ser melhor, já tinha corrido com o [Marcell] Jacobs nos Jogos Olímpicos, isso não me inibe, mas não estava à espera deste resultado. Eu esperava fazer 10,00, não estas marcas, estou muito desapontado", afirmou Dorian Keletela.

O velocista da equipa de refugiados em Eugene2022, que tem 10,27 como recorde pessoal, piorou, na sessão da tarde de sexta-feira, depois de ter superado as pré-eliminatórias, de manhã, com a marca de 10,48.

"É muito complicado para mim, porque os tempos foram muito maus. É o atletismo, mas tenho treinado para ser mais rápido. Regressei há um mês, depois de ter tido pubalgia, e só fiz duas provas, não tenho ritmo competitivo", explicou.

Keletela, que veio sozinho para Portugal, aos 17 anos, depois de ter ficado órfão e a viver com uma tia, alvo de perseguição política no Congo, já assumiu o "sonho" de representar as cores lusas nos Jogos Olímpicos Paris2024, tendo ainda admitido investir numa temporada de treino em Itália, em 2023.

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