Dois clubes chineses na corrida por Adrien e Pizzi

A ideia passa por garantir a contratação apenas em junho, mas as primeiras abordagens aos jogadores de Sporting e Benfica já aconteceram. As propostas salariais rondam os três milhões de euros limpos por época

Adrien e Pizzi, jogadores nucleares de Sporting e Benfica, estão a ser muito cobiçados por dois clubes chineses, dispostos a quase triplicarem os atuais vencimentos dos futebolistas, apurou o DN junto de fonte conhecedora do processo. Os dois jogadores estão ao corrente deste interesse, dado que as primeira abordagens foram feitas ainda numa fase em que o mercado na Superliga da China estava aberto - terminou em fevereiro -, mas os dois emblemas asiáticos voltarão à carga no final da temporada.

Um dos dois clubes interessados em garantir os médios portugueses é o Henan Jianye, que em janeiro tentou contratar Soares ao V. Guimarães. Segundo o DN apurou, um empresário inglês foi mandatado por este e por outro clube para iniciar conversações com Pizzi e Adrien. As primeiras abordagens foram feitas em fevereiro, ainda que a verdadeira intenção dos dois clubes fosse conseguir a contratação para o final da temporada, sobretudo devido à nova lei imposta pelo governo chinês que só permite a utilização em simultâneo de três estrangeiros por equipa.

Os dois emblemas chineses pretendem assim assegurar um dos dois internacionais portugueses para junho (não serão contratados ambos para a mesma equipa), altura em que negociarão também a saída de um dos estrangeiros que têm atualmente no plantel. Tanto Pizzi, 27 anos, como Adrien, 28, têm ainda contratos em vigor com Benfica e Sporting, até 2022 e 2020, respetivamente, mas a maior capacidade financeira dos chineses poderá convencer tanto os clubes como os próprios jogadores.

Segundo informações recolhidas pelo DN, os dois emblemas estão dispostos a oferecer aos jogadores propostas na ordem dos três milhões de euros limpos por temporada, ao passo que para Benfica e Sporting a oferta financeira poderá passar dos 30 milhões de euros.

Para já, sabe o DN, entre clubes ainda não há qualquer tipo de negociações em curso, dado que tanto o Henan Jianye como o outro emblema pretendem primeiro convencer os dois futebolistas a aceitar rumar à China. Ambos os futebolistas têm outros clubes interessados - Pizzi está a ser cobiçado pelo AC Milan, e Adrien há muito que é pretendido em Inglaterra, tendo mesmo recebido uma proposta do Leicester no verão. Do ponto de vista desportivo estes seriam projetos que agradariam muito mais aos dois internacionais portugueses, mas a verdade é que financeiramente dificilmente os médios conseguirão melhores propostas do que estas da China.

Clubes com posições diferentes

No que diz respeito a Benfica e Sporting, as águias, apesar de terem renovado já este ano com Pizzi (a cláusula subiu de 35 para 45 milhões), poderão abrir mais facilmente mão do seu jogador, dado que têm outros atletas na calha para o substituir, como é o caso de João Carvalho, pois há muito que sabem do interesse de vários emblemas em Pizzi.

Já quanto a Adrien, o médio e capitão leonino é visto como um jogador indiscutível para Jorge Jesus e muito dificilmente o presidente Bruno de Carvalho o deixará sair, a não ser que chegue a Alvalade uma proposta irrecusável, ou seja, que algum clube bata ou se aproxime da cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.

Já no final da última temporada, recorde-se, o Sporting fechou as portas à saída de Adrien para o Leicester, algo que na altura não agradou ao internacional português, que pretendia continuar a sua carreira em Inglaterra. William Carvalho é outro médio do Sporting muito requisitado e tudo indica que seja ele a rumar a outras paragens na próxima temporada, o que limitará ainda mais a predisposição dos leões para venderem Adrien.

No que diz respeito ainda ao Benfica, poderão chegar mais propostas de emblemas chineses no final da temporada, nomeadamente para a dupla Jonas e Mitroglou. Ambos já tiveram oportunidade de sair no início do ano, mas recusaram-nas por questões diferentes. O brasileiro de 32 anos porque a proposta chegou de um clube do interior da China, sendo que o avançado prefere um emblema de Pequim ou Xangai, ao passo que o internacional grego vai ser pai e não queria viajar agora para outro país. Em junho, contudo, tudo poderá mudar, com os cofres encarnados a poderem faturar mais de 50 milhões de euros pelas duas transferências.

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