Começar no paraíso e acabar afundado no inferno de Adán

Sporting marcou logo no primeiro minuto, mas depois aconteceu o descalabro, com o guarda-redes leonino a ter culpas em dois golos e a ser expulso aos 23", condicionando a equipa.

E ao terceiro jogo, o Sporting perdeu os primeiros pontos na fase de grupos da Champions, goleado por 4-1 na deslocação a Marselha, num jogo marcado pela exibição para esquecer do guarda-redes Adán, com culpas em dois golos e expulso logo aos 23 minutos, limitando completamente a estratégia de Rúben Amorim.

Foi uma partida cheia de peripécias. Como se já não bastasse o facto de o jogo se disputar sem público nas bancadas (castigo imposto pela UEFA devido a mau comportamento dos adeptos franceses), começou com mais de 20 minutos de atraso. Motivo? O trânsito na cidade de Marselha atrasou a chegada ao estádio do autocarro dos leões, que demorou mais tempo porque não teve escolta policial, situação que deixou o treinador dos marselheses, Igor Tudor, furioso, como foi possível ver nas imagens da TV.

As duas equipas atuaram com esquemas táticos idênticos - em 3X4X3 -, saltando à vista no Sporting as ausências dos lesionados Coates e Porro, e no Marselha as presenças de Nuno Tavares (ex-Benfica) e Mbemba (ex-FC Porto).

Ainda Rúben Amorim estudava o posicionamento tático do adversário e já a sua equipa se colocava em vantagem. Marcou Trincão, aos 53 segundos, após boa jogada individual, com um remate forte e colocado de pé esquerdo. Foi o golo mais rápido dos leões na Champions (formato atual). Antes, num jogo contra o Floriana, em 1970-71, Fernando Peres também tinha faturado no primeiro minuto.

Um início prometedor poderia dar sinais de alguma tranquilidade. Mas puro engano, pois no espaço de poucos minutos, o Marselha deu a volta ao marcador. Aos 13", Alexis Sánchez aproveitou um erro enorme do guarda-redes Adán, que ao tentar aliviar uma bola, acertou em cheio no chileno e a bola acabou por entrar na baliza leonina.

Aos 16", Adán voltou a ter culpas no lance do segundo golo dos franceses, ao oferecer uma bola a Guendouzi, permitindo que este centrasse para Harit marcar de cabeça. Foi um jogo para esquecer do guardião espanhol dos leões, expulso aos 23 minutos por defender uma bola fora da área (a última expulsão tinha sido em 2013 pelo Real Madrid). Uma situação que obrigou Rúben Amorim a prescindir de Edwards para colocar Franco Israel na baliza.

O guarda-redes argentino, que fez a sua estreia oficial pelos leões, também não foi feliz na primeira intervenção a que foi sujeito, com o Marselha a marcar o terceiro aos 28", por Balerdi, após uma saída tardia do sul-americano num canto. Amorim, no banco, não queria acreditar no que via.

A segunda parte começou com quatro alterações na equipa do Sporting. Entraram Paulinho, Sotiris, Nazinho e Mazà, saíram Pedro Gonçalves, St. Juste, Ugarte e Nuno Santos.

A segunda parte não trouxe grandes lances dignos de registo. O Sporting jogou de forma mais pausada, privilegiando a posse de bola, e o Marselha não foi a equipa pressionante do primeiro tempo, mesmo perante um adversário reduzido a 10. Prova disso foi o facto de no segundo tempo não ter existido um remate enquadrado nas duas balizas. Ou melhor, houve sim, aos 84", e resultou no quarto golo do Marselha, marcado por Mbemba, ex-central do FC Porto. Antes do final, em mais uma falha de Ricardo Esgaio, Alexis Sánchez falhou de forma incrível o quinto dos franceses.

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nuno.fernandes@dn.pt

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