Claque Panteras Negras quebra relações com a direção do Boavista

Em nove jornadas da I Liga, as 'panteras' têm apenas uma vitória, cinco empates e ocupam o 15.º posto. Claque acusa os corpos sociais liderados por Vítor Murta de metas que "não passaram de promessas políticas".

A claque Panteras Negras quebrou este sábado as relações com a direção do Boavista, clube da I Liga de futebol, acusando os corpos sociais liderados por Vítor Murta de metas que "não passaram de promessas políticas".

"É com enorme tristeza, ou não, que a claque informa a todos os seus sócios, simpatizantes e adeptos que a partir deste momento, e a pensar no bem do nosso clube, que estará sempre acima de tudo, corta relações com a atual direção", lê-se em comunicado publicado nas redes sociais dos Panteras Negras.

A SAD dos portuenses acertou na terça-feira a rescisão com o treinador Vasco Seabra, deixando o comando interino a cargo do adjunto Jorge Couto e do treinador da equipa sub-23 Daniel Rosendo até à apresentação do sucessor, que ainda não foi anunciado.

Essa dupla técnica vai orientar hoje o Boavista na visita ao Estoril Praia, líder isolado da II Liga, às 21:00, no Estádio António Coimbra da Mota, em jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal, com arbitragem de Iancu Vasilica, da associação de Vila Real.

"As promessas feitas foram todas e não passaram de promessas políticas. Visto isso, que será explicado a quem quiser ouvir, não resta outra solução que não seja tentar salvar e reverter o que pensaram ser possível fazer. Avizinham-se tempos de guerra, que será de vitória no final, na certeza de que o Boavista será sempre dos boavisteiros", termina.

Os associados do Boavista aprovaram por unanimidade em 10 de outubro uma parceria com o grupo do empresário hispano-luxemburguês Gérard Lopez, que implica a "transmissão parcial das participações sociais" do clube do Bessa na SAD.

O proprietário dos franceses do Lille e dos belgas do Royal Mouscron passou a acionista maioritário da administração dos 'axadrezados', na sequência de um defeso marcado pela profunda remodelação estrutural do emblema campeão nacional em 2000/01.

Com a entrada de capital estrangeiro foram adquiridos 20 reforços e o treinador Vasco Seabra, além das nomeações de Ricardo Costa como diretor desportivo e de Admar Lopes, 'braço direito' de Luís Campos, diretor desportivo do Lille, como diretor-geral.

O Boavista investiu a pensar no regresso aos palcos europeus e subiu as expectativas com a chegada de nomes sonantes, como Adil Rami, campeão mundial por França, o espanhol Javi García, que jogou no Benfica, ou a esperança inglesa Angel Gomes.

Em nove jornadas da I Liga, as 'panteras' têm apenas uma vitória, cinco empates e ocupam o 15.º posto, com os mesmos oito pontos de Farense (14.º) e Tondela (16.º), um acima de Portimonense (17.º) e Marítimo (18.º e último), ambos em zona de descida.

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