Claessen levou o gelo que arrefeceu a festa de Ronaldo

Portugal esteve a vencer por 2-0, mas após o intervalo mandou a Suécia, para desilusão dos madeirenses que esperavam uma alegria no regresso da seleção à ilha 16 anos depois

Acabou em tristeza aquela que chegou a ser a festa da seleção nacional no regresso à ilha da Madeira, onde não jogava desde 2001. A Suécia acabou por vencer por 3-2, depois de ter ido para o intervalo com uma desvantagem de dois golos. Um autogolo de João Cancelo, na última jogada deste jogo particular, acentuou a desilusão dos madeirenses que lotaram o Estádio dos Barreiros para ver jogar os campeões europeus e, sobretudo, o filho da terra... Cristiano Ronaldo.

Aquilo que era praticamente uma festa de homenagem a CR7, que pela primeira vez jogou pela seleção nacional na sua terra, teve um início esplendoroso. A equipa de Fernando Santos, que apresentava dez jogadores que não haviam defrontado a Hungria, dava espetáculo, muito por causa do brilhantismo da ala direita, onde João Cancelo combinava bem com Gelson Martins, que desfiava todo o seu talento e fazia a defesa sueca entrar em desespero.

E foi dos pés do extremo do Sporting que nasceu aquele que foi o momento mais aguardado da noite, pois o seu cruzamento foi direitinho para Cristiano Ronaldo, que apareceu de rompante na pequena área e bateu o guarda-redes Karl-Johan Johnsson. Era golo de Portugal mas, mais importante do que isso, era golo de CR7, que nas poucas vezes que havia tocado na bola já havia arrancado fortes aplausos... Que melhor início se poderia desejar neste regresso da equipa das quinas à Madeira?

Apesar do bom jogo dos campeões europeus, o certo é que os suecos foram sempre atrevidos, pois saíam de forma apoiada para o ataque quase sempre pelos pés de Sebastian Larsson e com Claessen a mostrar-se o mais perigoso jogador sueco... ele bem avisou.

Só que na primeira parte tudo correu bem à equipa das quinas. Marafona - guarda-redes do Sp. Braga que se estreou como internacional - foi resolvendo bem o trabalho que ia tendo e na frente os portugueses davam água pela barba aos suecos. E, aos 34 minutos, Ronaldo e Gelson construíram uma bela jogada, que culminou com o autogolo de Granqvist. O público madeirense ficou em êxtase com tão perfeito guião da festa.

Segunda parte desgarrada

Só que a segunda parte foi um contínuo decrescer de emoções e vibração, sobretudo porque Fernando Santos fez quatro substituições ao intervalo e a equipa ficou desligada e desgarrada. Logo aos 57 minutos, Claessen bateu pela primeira vez Marafona, que antes havia feito uma excelente defesa. No minuto seguinte ouviram-se os últimos aplausos nos Barreiros: Ronaldo, com o sentimento de dever cumprido, pois marcara na sua terra, era rendido por Quaresma.

Os suecos mandavam no jogo e adivinhava-se o pior. Claessen voltou a fazer das suas à entrada para o último quarto de hora e quando já se pensava que, do mal o menos, o jogo ia ficar empatado, surgiu o autogolo de João Cancelo. Um final triste de uma festa que chegou a parecer de sonho.

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