Carlos Sá volta ao Saara mas tem como destino final a Gronelândia

Ultramaratonista português explica como vai correr a exigente prova do deserto do Saara (começa domingo), um mês antes de iniciar a travessia da Gronelândia

Em tese, até são cenários parecidos, com temperaturas extremas, ameaças animais e longas distâncias para percorrer num meio-ambiente inclemente. Mas, entre 250 quilómetros no deserto, sob 40 graus Celsius e perante a ameaça de cobras e escorpiões, e 800 quilómetros numa ilha coberta de gelo, debaixo de 40 graus negativos e sob perigo de ataque de ursos, há muitas diferenças. A tentar unir os dois mundos estará o ultramaratonista Carlos Sá, que começa domingo aquele que será, provavelmente, o mês e meio mais exigente da sua carreira.Primeiro

, é a Maratona das Areias - 250 quilómetros, em seis etapas, ao longo do deserto do Saara, no sul de Marrocos -, prova a que Carlos Sá já está habituado: começa domingo e estende-se até sexta-feira,15 (sábado, 16, corre-se uma etapa solidária). Depois, o ultramaratonista começa a preparar uma aventura inédita: a travessia da Gronelândia - expedição de cerca de 800 quilómetros, de esqui, pela ilha do Ártico (região autónoma da Dinamarca) -, na companhia do compatriota João Neto e de dois noruegueses: o arranque está marcado para 19 de maio. E nem as diferenças entre os dois desafios assustam quem já está habituado aos maiores testes.

"O corpo adapta-se às diferenças com alguma facilidade. Não é preciso fazer uma preparação muito distinta... rapidamente entramos no ritmo", explica, ao DN, Carlos Sá, já a contar com aquela "capacidade de desenrascar", tipicamente portuguesa, a ajudar no que for preciso. O quarteto fará a travessia da Gronelândia em esqui, a puxar um trenó (com tendas, roupas, mantimentos) e estará totalmente dependente de si mesmo (podendo usar um telefone de satélite e um localizador de GPS em caso de emergência).

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