Carlos Móia quer campeonato do mundo da meia maratona em Lisboa

Capital poderá ser candidata à organização da prova em 2020. Meia-maratona de Lisboa realiza-se no domingo e contará com o recordista mundial dos 10 e 15 quilómetros

O presidente do Maratona Clube de Portugal, Carlos Móia, assumiu hoje o desejo de apresentar a candidatura à organização do campeonato do mundo de meia-maratona para 2020, não descartando 2018, apesar de a organização já estar atribuída a Valência.

"Se as câmaras municipais me ajudarem, o campeonato do mundo da meia-maratona em 2020 vai ser em Lisboa. Ainda vou tentar 2018, mas vai ser difícil, penso que impossível, pois 2018 vai ser em Valência, mas vamo-nos candidatar para 2020, porque somos a melhor meia-maratona do mundo, e aí vamos ter os melhores atletas do mundo a correr em Lisboa", afirmou na conferência de imprensa de apresentação da 26.ª edição da meia-maratona de Lisboa, que decorre no próximo domingo.

Carlos Móia considerou a prova de Lisboa "transversal" e uma das "mais democráticas do mundo". "A meia-maratona é uma prova transversal, nasceu e vai continuar a ser uma das provas mais democráticas do mundo (...) Gostava de apresentar a candidatura em 2018 para ajudar Almada na candidatura a cidade europeia do desporto, mas é difícil, já está tudo escrito. Quando as candidaturas estiverem abertas, espero ganhar rapidamente", concluiu.

Recordista mundial dos 10 e 15 quilómetros na 26.ª meia-maratona de Lisboa

O queniano Leonard Komon, recordista mundial dos 10 e 15 quilómetros de estrada, é uma das principais figuras da 26.ª edição da meia-maratona de Lisboa, que está agendada para domingo, prova que conta com cerca 35.000 inscrições.

Além de Leonord Komon, que detém a marca de 59.14 minutos na meia maratona, na elite masculina a prova conta também com a presença de Sammy Kitwara, também queniano, segundo classificado na prova de Lisboa, em 2010.

Relativamente a atletas portugueses, destaque para a presença de Hermano Ferreira, José Moreira, Yousef El Kalay, Rui Teixeira e Pedro Ribeiro.

A queniana Linet Masai, vice-campeã de corta-mato entre 2009 e 2011 é um dos destaques na elite feminina, numa prova que conta com a participação das portuguesas Sara Moreira, Dulce Félix, bem como mais três atletas quenianas.

Ymer Wude Ayalew, medalha de bronze nos campeonatos mundiais em 2009, Koren Yal, sétima na meia-maratona de 2015, e Ruti Aga, vencedora dos 10 quilómetros de Doha em 2015.

A prova, organizada pelo Maratona Clube de Portugal e que tem início na ponte 25 de abril e meta em Belém, num percurso de 21 quilómetros, contará com cerca de 35 mil participantes.

Para o presidente do Maratona, Carlos Móia, a prova "tem vindo a crescer brutalmente", destacando a presença de quatro mil estrangeiros inscritos.

"Esta prova assinala as comemorações dos 50 anos da ponte 25 de abril que é celebrada com 35 mil atletas, mais de quatro mil estrangeiros, fora os acompanhantes. Do ponto de vista qualitativo o nível da prova está assegurado", afirmou em conferência de imprensa.

Móia salientou também a celebração dos 50 anos da ponte 25 de Abril, que "só fecha uma vez por ano para se correr a meia-maratona".

A 26.ª edição da meia maratona de Lisboa realiza-se no domingo, esperando-se cerca de 35.000 participantes entre o passeio avós e netos, a mini (sete quilómetros), a meia maratona (21 quilómetros) e a Wheelchair Racing, a meia maratona em cadeira de rodas, que conta com a presença do inglês David Weir, atleta com sete medalhas de ouro em jogos paralímpicos.

Exclusivos

Premium

Vida e Futuro

Formar médicos no privado? Nem a Católica passa no exame

Abertura de um novo curso de Medicina numa instituição superior privada volta a ser chumbada, mantendo o ensino restrito a sete universidades públicas que neste ano abriram 1441 vagas. O país está a formar médicos suficientes ou o número tem de aumentar? Ordem diz que não há falta de médicos, governo sustenta que "há necessidade de formação de um maior número" de profissionais.