Carlos Barbosa diz que impacto do Rali no norte é "estalada no centralismo de Lisboa"

Líder do Automóvel Clube de Portugal congratula-se pelos 127,4 milhões de euros de retorno direto do Rali de Portugal

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, considerou hoje no Porto que os resultados do estudo de impacto do Rali de Portugal 2015 "mostram que a Região Norte deu uma estalada no centralismo de Lisboa".

Baseando-se nos números finais do estudo levado a cabo pelo Centro Internacional de Investigação do Território e Turismo da Universidade do Algarve em parceria com a Universidade do Minho, Carlos Barbosa afirmou que os "25 milhões de receita fiscal provam a incompetência de quem não quis investir um milhão de euros no melhor rali do mundo".

"Considero que foi realmente uma incompetência, quer do ministro da Economia da altura, Pires de Lima, quer do secretário de Estado, Mesquita Nunes, e sobretudo do Turismo de Portugal, que tem à frente duas pessoas que não percebem nada de turismo", precisou o líder do ACP, acrescentando que, com os 127,4 milhões de euros de retorno direto de que o estudo deu conta, "mais uma vez se prova por estes números que é um excelente investimento".

Lembrando que as "contas dos 3,2 milhões de euros que custa organizar o Rali de Portugal, foram sempre entregues ao Estado até ao último tostão", Carlos Barbosa lamentou que a verba "negada a poucos meses da prova e que transitou para o surf, apenas tenha rendido no decurso de um ano 43 milhões de euros".

Continuando a manifestar o seu desagrado pela postura de um governo que, "de repente, brutalmente, rompeu com um apoio que já vinha desde 2006", Carlos Barbosa sublinhou que "35 por cento dos custos da organização do evento são para a segurança", situação "única no mundo", já que nos demais países organizadores "é considerado serviço público".

Emídio Coelho, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), manifestou-se satisfeito pelo resultado do estudo ter "ultrapassado" as suas expetativas em termos de receita, classificando o evento como capaz de "unir um território e prestigiar a região".

Pedro Machado, presidente da câmara de Lousada, falou em nome dos 13 municípios envolvidos no Rali de Portugal de 2015, regozijando-se pela aposta e por o esforço financeiro a curto prazo "ter sido largamente ultrapassado", frisando ainda a "autoestima das gentes do Norte por terem de novo na sua região o rali".

Melchior Moreira, presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, destacou o "fator identidade" da região que recebeu o evento, sublinhando que o Rali de Portugal "deu a resposta sobre o que tem sido o crescimento do turismo nacional".

A edição de 2015 do Rali de Portugal, ganha pelo finlandês Jari-Matti Latvala, marcou o regresso da competição à região Norte do país, depois de dez anos fixada no Algarve.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG