Título vale 40 mil euros a cada jogador e bónus a quem jogou mais

Plantel encarnado vai dividir um bolo de dois milhões de euros. Quem ainda não jogou na I Liga também será contemplado.

E o prémio, presidente? "Amanhã ou depois está o dinheirinho na conta", atirou Luís Filipe Vieira no balneário do Benfica, sábado, durante os festejos do tetracampeonato, originando uma gargalhada geral no balneário. E quanto é "o dinheirinho" que vai cair na conta dos tetracampeões nacionais? Segundo apurou o DN junto de fontes próximas de alguns jogadores, cada atleta do Benfica, independentemente de ter jogado ou não, vai receber 40 mil euros.

O prémio contempla todo o plantel, os campeões e os que ainda não jogaram mas fazem parte do grupo, casos de Paulo Lopes, Pedro Pereira e Hermes. Os três que Rui Vitória ainda pode fazer campeões na última jornada da Liga 2016/17, no Bessa com o Boavista.

Tendo em conta que o grupo já tem 28 campeões e ainda pode ter mais três, serão 31 os jogadores a quem o presidente terá de depositar 40 mil euros, num total de 1,240 milhões de euros. Os 800 mil euros restantes do bolo de dois milhões destinados a premiar os futebolistas campeões serão distribuídos de acordo com o número de jogos efetuados ao longo do campeonato.

No total os futebolistas do Benfica terão direito a um bolo total a rondar os dois milhões de euros, verba idêntica à quantia que o clube pagou nos outros três títulos anteriores. Desde 2013/14 a 2016/17 que o valor dos prémios anda na fasquia dos dois milhões.

Para já, são 28 os campeões, incluindo Celis, Danilo e Gonçalo Guedes, que saíram em janeiro, e ainda o júnior José Gomes. Todos eles têm direito ao valor base (40 mil euros), apesar de terem saído da Luz a meio da época. Tal como os três que estão à espera de se estrearem na I Liga: Paulo Lopes, Pedro Pereira e Hermes. Pois, mesmo que Rui Vitória não os utilize no último encontro do campeonato, no Bessa, também serão contemplados com o prémio.

Já há muitos anos que na Luz se pratica a política de que todos contam para um bom balneário e contribuem para a boa época, mesmo que não joguem. Isso mesmo lembrou ao DN o diretor de comunicação do Benfica, quando confrontado com os valores em causa. Luís Bernardo defendeu tratar-se de "um assunto interno do plantel", e por isso "não será objeto de divulgação pública", embora tenha recordado que "é habitual haver um prémio universal". Ou seja, transversal ao grupo.

Mas claro que uns contam mais do que outros na hora de jogar e por isso mesmo têm direito a ser recompensados, de forma a tornar a distribuição das verbas mais justa, consoante o números de partidas que fazem no campeonato. E nesse capítulo há dois atletas que batem todos os restantes. Pizzi foi um dos timoneiros do título e o único a fazer 33 jogos, enquanto Lindelöf só falhou um.

O onze mais utilizado do Benfica foi: Ederson, Nélson Semedo, Luisão, Lindelöf, Grimaldo, Fejsa, Pizzi, Salvio, Cervi, Jonas e Mitroglou. O suplente mais vezes lançado por Rui Vitória em jogo foi André Carrillo (17 vezes). Dos 28 futebolistas já utilizados, Jovic (jogou 9 minutos em Setúbal) e Jardel (fez 90" em Arouca) são os com menos minutos até agora.

Estas contas não incluem o prémio de Rui Vitória - segundo o jornal ABola é de 500 mil euros - e restante equipa técnica. Nem estão incluídas as verbas que constam nas cláusulas contratuais que alguns jogadores terão contemplado, sendo que há muitos atletas que, habitualmente, têm acordos por objetivos.

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