Rui Vitória diz que há "uma zona cinzenta" no VAR e pede utilização dos monitores

"Não sou nenhuma criança nem sou tonto. Abordei a questão no final do jogo para defender o Benfica", justificou o treinador

O treinador do Benfica afirmou hoje que a última decisão sobre um lance deve ficar a cargo do árbitro que dirige o jogo de futebol e pediu uma maior utilização dos monitores que são disponibilizados nos estádios.

Numa conferência de imprensa que servia de antevisão ao encontro com o Moreirense, para a 17.ª jornada da I Liga portuguesa, Rui Vitória foi confrontado com três perguntas sobre arbitragem: as respostas ocuparam dois terços dos 15 minutos da confer~encia.

A primeira questão lançada sobre o tema levou o técnico a responder durante quase sete minutos, numa intervenção na qual disse não ter "nada contra" os árbitros Hugo Miguel e Tiago Martins, árbitro e vídeoárbitro (VAR), respetivamente, do dérbi com o Sporting (1-1), antes de deixar algumas considerações sobre o funcionamento do VAR.

"Não sou nenhuma criança nem sou tonto. Abordei a questão no final do jogo para defender o Benfica, quase como agente que está a viver as incidências destas novas realidades do VAR no terreno, alguém que sente que pode colaborar. As decisões dos lances têm de ser dos árbitros. Se o Hugo Miguel visse os lances na televisão, se calhar teria marcado um ou dois [penáltis] no mínimo. Fica a ideia de que foi o VAR que disse que não é penálti. É um problema do VAR que tem de se resolver. É uma zona cinzenta. É pensar que há um colega meu lá em cima e ele que decida", começou por dizer.

Rui Vitória continuou a análise, dando o exemplo do suposto penálti cometido por Fábio Coentrão: "Os árbitros também têm intuição. Aquele lance do Coentrão, se fosse na cara, alguém tem dúvidas de que ele ficaria com a marca da bola na cara e ficaria no chão durante uns segundos. Vejo os campeonatos de Itália e Alemanha e, em Itália, vi um jogo em que o árbitro demorou três minutos a ver o lance no monitor, mas decidiu em consciência".

De resto, o treinador benfiquista pediu uma maior utilização dos monitores que as equipas de arbitragem têm aos seu dispor nos estádios. "Se tiverem de ir ver o monitor, que vão, para decidirem em consciência. Que os árbitros fiquem com a consciência tranquila de que tomaram a decisão acertada. Hoje temos este instrumento, então que o aproveitemos", concluiu sobre o tema.

Sobre o futebol propriamente dito, Rui Vitória considerou que o Benfica vai ter em Moreira de Cónegos "uma das 18 batalhas que faltam para terminar esta longa maratona", perante um adversário que tem melhorado o desempenho, desde a entrada de Sérgio Vieira.

"[O Moreirense] tem vindo a melhorar o desempenho desde que entrou o novo treinador e vai querer mostrar a sua capacidade contra o Benfica. Temos de ser uma equipa muito humilde e trabalhadora, e vamos a Moreira de Cónegos com muita determinação", antecipou, frisando que, se os 'encarnados' mantiverem a "qualidade" apresentada frente ao Sporting, estarão sempre "mais próximos da vitória".

Por outro lado, Rui Vitória não confirmou qualquer contratação até ao momento, apesar dos rumores sobre potenciais reforços das 'águias'.

"Este é o plantel com o qual trabalho e é o plantel que vamos levar daqui para a frente. Até dia 31 [de janeiro], aqui, na China e em tantos outros países há entradas e saídas. Aqui, pode haver ou não haver", limitou-se a dizer.

Benfica, terceiro classificado com 37 pontos, e Moreirense, 14.º com 14, jogam no domingo, a partir das 16:00, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

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