Manchester observa Nélson Semedo "na final" contra o Nápoles

Clube de Mourinho terá emissário hoje na Luz a espiar o defesa. Vitória garante que derrota com o Marítimo está esquecida

O Benfica joga nesta noite com o Nápoles o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, um confronto determinante e considerado "uma final" pelo treinador Rui Vitória. Segundo o DN apurou, o Manchester United, clube treinado por José Mourinho, terá nas bancadas um observador atento a Nélson Semedo, de forma a ver como o defesa reage a este tipo de confrontos.

Emissários do Manchester United têm marcado presença nos jogos do Benfica, sobretudo devido a Lindelöf, um dos principais objetivos dos red devils para o centro da defesa. Numa dessas várias observações, o clube inglês ficou bastante agradado com o lateral direito português, que é visto como um potencial sucessor de Valencia, o habitual titular dos ingleses.

Ao contrário de Lindelöf, contudo, ainda não existiram quaisquer contactos entre clubes, mas o DN sabe que o interesse é real, embora apenas para a próxima temporada. Rui Vitória, aliás, está consciente de que o internacional português dificilmente continuará na Luz durante muito mais tempo.

"O Nélson Semedo hoje é um jogador mais completo do que há um ano e meio. É certo que ele e outros estão numa equipa de dimensão europeia, mas é pena não trabalharmos mais anos juntos, mas é a lei da vida, numa equipa como o Benfica é mesmo assim. Jogadores desta qualidade eventualmente vão ter de sair e não temos a possibilidade de trabalhar em conjunto, para crescer juntos", salientou Rui Vitória.

Reset do Marítimo está feito

Na conferência de imprensa de lançamento do jogo desta noite com o Nápoles, o treinador Rui Vitória foi confrontado com a recente derrota com o Marítimo. E garantiu que está ultrapassada. "Estamos sempre habituados a ganhar, embora isso não tenha acontecido na última jornada. Claro que é melhor trabalhar em cima de vitórias, mas nada vai alterar o nosso rumo. Já fizemos reset a esse jogo", referiu, salientando que a derrota não fará com que mude a estratégia para esta noite.

"Não andamos a trabalhar em vão, por isso não vamos mudar nada para este jogo, nem para outro qualquer, os princípios são sempre os mesmos. É um jogo difícil, complicado, mas vamos com esta nossa convicção. Não quer dizer que seremos demasiado atrevidos, porque temos um adversário pela frente de qualidade, que estará certamente no top 3 em Itália. De certeza que vêm discutir o jogo com o Benfica", disse o técnico, elogiando o percurso das águias na Liga dos Campeões desde a temporada passada. "Saímos de Nápoles no último lugar e agora estamos aqui a disputar o primeiro. Vamos jogar no redline e queremos continuar o nosso percurso europeu. Estamos à beira de uma segunda passagem consecutiva, mas temos de o fazer com níveis de motivação e convicção máximos, sempre no red- line", concluiu.

Jonas ainda não vai a jogo

Na manhã de ontem, o brasileiro Jonas treinou com o restante grupo de trabalho e o seu nome esteve em equação para o confronto desta tarde. O avançado brasileiro, que não joga desde o final de agosto, devido a lesão, contudo, acabou por ficar de fora da lista de convocados, podendo ser opção para o jogo de domingo com o Sporting. Rui Vitória, treinador, diz-se satisfeito com a sua recuperação. "O Jonas tem trabalhado muito bem e tem estado muito bem", disse o técnico português, ainda antes de revelar a convocatória. Eis os eleitos: Ederson, Júlio César, Nélson Semedo, Lisandro, Luisão, Lindelöf, Jardel e André Almeida, Fejsa, Samaris, Celis, Pizzi, Carrillo, Salvio, Cervi, Rafa, Raúl Jiménez, Mitroglou e Gonçalo Guedes.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.