Mais duas "toupeiras" na mira da PJ

José Augusto Silva, que ficou em prisão preventiva, não terá sido o único a passar informações ao Benfica

A Polícia Judiciária acredita que, além de José Augusto Silva, que ficou em prisão preventiva por alegadamente ter passado informações de processos judiciais em segredo de justiça ao Benfica, não é a única "toupeira" neste caso. De acordo com o Jornal de Notícias, haverá mais duas fontes, que terão acedido ao Citius para sacar informações sobre investigações em curso relacionadas com o clube mas também com os adversários.

Enquanto funcionário do Instituto de Gestão Financeira da Justiça, José Augusto Silva terá tido acesso aos processos após ter roubado o login e password da magistrada Ana Paula Vitorino, assessora de Maria José Morgado. E tê-lo à feito, segundo o JN, a partir do tribunal de Guimarães, onde exerce funções. Mas as buscas da PJ na terça-feira ocorreram não só em Guimarães, mas também nas áreas do Porto, Fafe, Guimarães, Santarém e Lisboa, segundo informava um comunicado desta força policial.

A PJ investiga ainda, de acordo com o JN, a possibilidade de o próprio Benfica enquanto instituição vir a ser imputado pelo crime de corrupção na eventualidade de o presidente da SAD Luís Filipe Vieira ter conhecimento destes alegados crimes de corrupção.

O Correio da Manhã avança hoje que o presidente das águias se encontrou pessoalmente com José Augusto Silva, havendo escutas e registos fotográficos que o comprovam. Numa escuta de um telefonema de janeiro há, segundo a mesma fonte, referências a encontro entre o funcionário judicial e Luís Filipe Vieira.

O encontro terá acontecido, ainda de acordo com o CM, no Estádio da Luz. José Augusto Silva terá estado à conversa com Paulo Gonçalves, assessor jurídico do clube que foi detido na terça-feira e libertado na quarta após presente a uma juíza, e depois com o próprio Vieira.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) esclareceu ontem que o inquérito 'E-Toupeira' tem cinco arguidos e que a magistrada cujas credenciais informáticas foram usadas sem o seu conhecimento ou consentimento não é suspeita, nem visada na investigação.

O inquérito, dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, tem por objeto factos suscetíveis de integrarem crimes de corrupção, peculato, violação do segredo de justiça, favorecimento pessoal, falsidade informática, acesso ilegítimo e burla informática, indica o mesmo comunicado.

Um dos arguidos é Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica, que está impedido de contactar os outros quatro, mas que pode ir ao Estádio da Luz.

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