O Benfica conquistou pela terceira vez na sua história a Taça de Portugal de futebol feminino ao vencer o FC Porto, no Estádio Nacional, por 2-0.Numa partida entre as hexacampeãs nacionais e as campeãs da II Liga, que marcou o primeiro clássico no feminino, notou-se a diferença de ritmo entre as duas equipas, razão pela qual as encarnadas foram superiores em grande parte do jogo, embora as portistas tenham criado algumas ocasiões de perigo junto da baliza defendida pela alemã Lena Pauels.A estrela da partida foi no entanto a médio ofensiva dinamarquesa Caroline Moller, que marcou os dois golos que deram uma confortável vantagem à equipa treinada por Ivan Batista.O primeiro foi logo aos cinco minutos, na sequência de um canto com Moller a aparecer no coração da área a rematar para o fundo da baliza defendida pela norte-americana Cora Brendle. O lance começou por ser anulado por alegado fora de jogo, mas o VAR acabou por reverter a decisão porque a jogadora que estava em posição irregular era Pauleta e não a autora do golo..Aos 39 minutos, Caroline Moller voltou a faturar na sequência de um canto de Anna Gasper, que foi desviado por Diana Silva para a dinamarquesa voltar a surgir livre de marcação a fazer o segundo golo da partida.Apesar das várias situações de perigo na segunda parte, o resultado não sofreu alterações e a festa foi vermelha e branca no Estádio Nacional.O Benfica festejou pela segunda vez a dobradinha, depois de em 2023/24 ter alcançado, precisamente numa época em que a equipa então treinada por Filipa Patão conquistou todos os troféus a nível nacional.Refira-se que o Benfica tem agora o mesmo número de Taças de Portugal que o Sporting, que ainda estão distantes dos sete troféus conquistados pelo 1.º de Dezembro, que é a equipa mais vencedora da história da competição.O primeiro clássico do futebol feminino foi assim encarnado, mas o FC Porto voltará a encontrar o grande rival no primeiro jogo da próxima temporada, na Supertaça.“Melhores momentos ficaram para o fim”Ivan Baptista, treinador do Benfica, disse sentir-se “um privilegiado” por representar o clube da Luz e lembrou que “a época não foi fácil”, mas “os melhores momentos ficaram para o fim”, o que em sua opinião “demonstra a resiliência deste grupo, que nunca desiste”.Sobre o jogo disse que a sua equipa teve “uma entrada muito forte, que estava planeada, para retirar alguma esperança ao adversário”, que disse estar “bem preparado, com linhas juntas, o que não é fácil”.A vantagem de 2-0 ao intervalo foi importante para Ivan Baptista uma vez que “o Benfica obrigou o adversário a arriscar mais”. O técnico reconheceu que a sua equipa “podia ter marcado mais”, mas destacou que “o importante é que não ter concedido nenhuma oportunidade ao adversário”.Daniel Chaves, treinador do FC Porto, lembrou a “maior experiência competitiva” do Benfica e a “entrada difícil” da sua equipa para explicar em parte o resultado final. Apesar das dificuldades, o técnico portista enalteceu “a entrega, audácia e coragem” das suas jogadores, que disse terem feito um “trajeto bonito” até à final, embora tenha admitido que o objetivo era vencer o troféu.