As lágrimas de João Sousa na derrota de Portugal com a Áustria

O insucesso do número um nacional começou a desenhar-se logo no primeiro jogo do encontro

João Sousa não teve hoje argumentos tenísticos para contrariar a solidez e 'fortaleza mental' de Dominic Thiem, perdendo por 6-2, 6-4 e 6-2, e confirmando a derrota de Portugal com a Áustria na Taça Davis em ténis.

A derrota, que deixou João Sousa em lágrimas diante do seu público, que lotou o Pavilhão Vitória Sport Clube, em Guimarães, levou a seleção austríaca a liderar por inalcançáveis 3-1, e condenou Portugal a disputar o 'play-off' de manutenção no Grupo I da zona Europa/África.

O insucesso do número um nacional começou a desenhar-se logo no primeiro jogo do encontro, com o português a ter sérias dificuldades para segurar o seu serviço. Salvos dois 'break-points', o homem da casa adiou apenas o inevitável: com muitos erros no primeiro serviço, sofreu o 'break' logo no terceiro jogo e mostrou toda a sua irritação ao atirar a raquete ao chão.

De cabeça perdida, o número um nacional sofreu o segundo 'break', 'entregando' ao austríaco, um verdadeiro caso de solidez e pragmatismo, a vitória no primeiro 'set', em 33 minutos.

A confiança evidente de Thiem, que com bons primeiros serviços resolvia metade do ponto, permitiu-lhe segurar os seus jogos e, no momento crucial do segundo parcial, beneficiar da ansiedade do 37.º jogador mundial, para conquistar o 'break', com um erro do tenista luso, e adiantar-se para 5-4.

Depois de ser 'quebrado' em branco, Sousa sentou-se no banco e tapou o rosto com a toalha, revelando toda a impotência diante do jogo do 14.º tenista mundial, que, apesar da sua tenra idade (tem 22 anos), demonstrou uma maturidade e inteligências invejáveis, fechando o segundo 'set', sem 'tremer', por 6-4.

Nem o apoio do público, bastante menos ruidoso do que nos dias anteriores diante do 'ocaso' do seu jogador, despertou o melhor tenista português de sempre (foi 33.º e tem dois títulos ATP), que sofreu o 'break' quando servia com 1-1 no marcador.

Sem nunca perder o norte, ou revelar oscilações na sua consistência, Thiem continuou a resolver facilmente os seus jogos de serviço, com pancadas reveladoras do talento que adversários e especialistas consideram que o podem levar ao lugar mais alto do ténis mundial.

Ao contrário de Gastão Elias, o número dois nacional e 121.º jogador mundial, que na sexta-feira perdeu para o austríaco depois de uma longa maratona de cinco 'sets', resolvida com uma estratégia antidesportiva por parte da seleção visitante, Sousa nunca conseguiu importunar o adversário.

Vários 'furos' abaixo do seu nível habitual, aliás como já tinha acontecido no encontro de pares no sábado, o vimaranense não só foi incapaz de devolver o 'break', como ainda sofreu um segundo, perdendo em uma hora e 35 minutos.

Condenado a jogar o 'play-off' para manter-se no segundo escalão da principal competição de ténis por seleções, Portugal despede-se do sonho de subir, já este ano, ao Grupo Mundial.

Perdido o duelo com a Áustria, que lidera por inalcançáveis 3-1, resta à equipa nacional defender a sua honra no último encontro de singulares, que inicialmente deveria ser disputado pelos números dois nacionais, no caso Gastão Elias e Gerald Melzer (116.º), mas que será jogado por Dennis Novak e Pedro Sousa.

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