Argentina empata com Brasil e garante qualificação para o Mundial 2022

Seleção argentina já vai em 17 jogos sem perder. Equador mais perto de apurar-se para o Campeonato do Mundo

A Argentina empatou a zero na receção ao Brasil e juntou-se na terça-feira aos canarinhos no Mundial de futebol de 2022, numa 14.ª jornada da zona sul-americana positiva para Equador e negativa para Chile, Uruguai e Colômbia.

Em San Juan, o super clássico não foi uma grande espetáculo de futebol e foram raras as ocasiões de golo, o que redundou num empate sem golos que pareceu quase sempre inevitável, num embate em que imperou a dureza e as defesas secaram os ataques.

Os canarinhos tiveram mais oportunidades, e a melhor, por Vinicius, logo aos 17 minutos, mas o nulo não se desfez, com as duas equipas a manterem a invencibilidade no apuramento, ambas em 13 jogos -- o jogo entre ambas no Brasil foi interrompido.

Para a Argentina, continua a longa série sem perder, a maior no ativo de qualquer seleção, que já vai em 27 jogos (17 vitórias e 10 empates), tendo começado após a derrota por 2-0 com o Brasil nas meias-finais da edição 2019 da Copa América, em 02 de julho.

Os argentinos, que voltaram a ser liderados por Messi e também tiveram no onze o benfiquista Otemandi, não acabaram o jogo qualificados, mas, menos de uma hora depois, puderam festejar, face ao desaire caseiro do Chile perante o Equador, que ganhou por 2-0 e reforçou o terceiro lugar, aproximando-se do Qatar.

O Brasil soma 35 pontos, a Argentina conta 29 e o Equador totaliza 23, mais seis do que Colômbia (quarta) e Peru (quinto) e sete face a Chile (sexto) e Uruguai (sétimo).

Em Santiago, os equatorianos adiantaram-se logo aos nove minutos, por Pervis Estupiñán, numa primeira parte fatal para os chilenos, que ficaram com 10 aos 13, por expulsão de Arturo Vidal, qual karateka, e perderam por lesão Alexis e Mena.

Com mais um, o conjunto do argentino Gustavo Alfaro dominou e, depois de muito desperdiçar, chegou ao segundo golo nos descontos, aos 90+3 minutos, com um tento de Moisés Caicedo.

Além do Chile, o grande vencedor da ronda foi o Peru, que saltou para o quinto lugar, ao ganhar por 2-1 na Venezuela, com golos de Gianluca Lapadula (18 minutos) e Christian Cueva (61), que decidiu na transformação de um livre direto.

Pelo meio, aos 52 minutos, Darwin Machís reduziu e, depois, aos 69, o mesmo jogador teve um penálti, mas o guarda-redes Pedro Gallese segurou os três pontos. Na equipa da casa, o central Ferraresi (Estoril Praia) jogou os 90 minutos.

Os peruanos igualaram os 17 pontos da Colômbia, que, com o portista Luis Díaz os 90 minutos, não conseguiu mais do que um nulo na receção ao Paraguai -- somou o quinto jogo consecutivo sem marcar (quatro empates a zero e um desaire por 1-0).

Pior do que o Peru, está o Uruguai, que contabilizou a quarta derrota seguida, ao perder por 3-0 na Bolívia, depois de dois desaires com a argentina e um com o Brasil.

Juan Arce foi a grande figura dos anfitriões, com dois golos, aos 30 e 79 minutos, e a assistência para o tento de Marcelo Moreno, que marcou aos 45, para o seu nono golo nas eliminatórias, e ainda falhou um penálti, aos 62.

Com 15 pontos, a Bolívia, que esteve nas edições de 1930, 1950 e 1994, ainda sonha com uma quarta presença em Mundiais, pois está no oitavo posto, mas a apenas um ponto de Chile e Uruguai e a dois de Colômbia e Peru.

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