Após o escândalo, a missão do novo presidente é recuperar a credibilidade

Com a candidatura de Platini suspensa, são cinco os nomes para suceder a Blatter.

O ano de todas as convulsões na FIFA que terminou este mês com Joseph Blatter e Michel Platini, respetivamente presidentes da FIFA e da UEFA, a serem suspensos pelo Comité de Ética de toda atividade ligada ao futebol nos próximos oito anos. Ambos recorreram, mas no caso do dirigente francês, tudo indica que os prazos não vão permitir que a sua candidatura à presidência da FIFA seja aceite, pois as eleições para o organismo que rege o futebol mundial realizam-se já no dia 26 de fevereiro.

O escândalo que ficou conhecido como Fifa Gate rebentou em maio, com sete altos dirigentes do futebol internacional detidos em Zurique, a pedido da Justiça norte-americana. Na operação foram ainda implicadas 14 pessoas, entre as quais nove membros ou antigos membros da FIFA. A acusação dos Estados Unidos falava em cerca de 150 milhões de dólares (132 milhões de euros) de luvas e comissões, desde os anos 90, pondo em causa a atribuição dos Mundiais da Rússia e do Qatar. Seguiram-se várias detenções, demissões em várias confederações, e por fim a implicação de Blatter e Platini, na sequência de um pagamento pouco claro de 1,8 milhões de euros feito ao francês por parte da FIFA.

As eleições da FIFA marcadas para o dia 26 de fevereiro revestem-se por isso de uma importância extrema, pois o vencedor terá a difícil missão de limpar o nome da instituição e restituir--lhe a credibilidade de que gozou em tempos, até porque a grande maioria dos patrocinadores, casos da Coca-Cola, Adidas e Visa, assim o exige - algumas empresas ameaçaram mesmo deixar de patrocinar o organismo.

Com a candidatura de Michel Platini suspensa devido ao castigo que lhe foi imposto pela Comissão de Ética, existem cinco candidatos ao lugar de Joseph Blatter: o príncipe jordano Al-Hussein, o suíço Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA, o francês Jérôme Champagne, o sul-africano Tokyo Sexwale e Salman bin Ebrahim Al-Khalifa, do Koweit.

Al-Hussein é apontado como o favorito a vencer o sufrágio do dia 26, ele que perdeu para Blatter as eleições de 29 de maio, que posteriormente foram remarcadas depois de o dirigente suíço se ter demitido do cargo. "Temos os olhos de todo o mundo postos em nós. O futuro da FIFA passa pela transparência e a nossa missão é voltarmos a ganhar o respeito de toda a gente", disse o príncipe jordano, que terá como grande concorrente Gianni Infantino.

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