O ciclista português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) saiu esta terça-feira, 26 de maio, do pódio da 109.ª Volta a Itália, após a 16.ª etapa, na qual o dinamarquês Jonas Vingegaard reforçou a liderança da geral ao vencer pela quarta vez.O líder da Visma-Lease a Bike coroou em solitário o alto de Carì, depois de isolar-se a pouco mais de seis quilómetros do final da ligação de 113 desde Bellinzona, que cumpriu em 02:57.40 horas, deixando o austríaco Felix Gall (Decathlon) a 01.09 minutos e o australiano Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), que foi terceiro, a 01.11.Vingegaard somou a quarta vitória em etapas nesta edição do Giro, que lidera com 04.03 minutos de vantagem sobre Gall, o novo segundo classificado, e 04.27 sobre o neerlandês Thymen Arensman (Netcompany INEOS), que é terceiro.Afonso Eulálio, ainda líder da juventude, descolou do grupo de favoritos no início da subida final e cedeu 03.04 minutos na meta, descendo à quinta posição da geral, a 05.40 minutos do ‘maglia rosa’, na véspera da ligação de 202 quilómetros ondulados entre Cassano d'Adda e Andalo."Ainda não estou pronto para lutar por esses lugares cimeiros"Afonso Eulálio reconheceu não estar pronto para lutar pelos “lugares cimeiros” da Volta a Itália, após descer a quinto da geral, apostando agora em defender a camisola branca de melhor jovem.“[Foi] mais um dia em que a equipa fez um trabalho incrível para mim, sempre a acreditarem em mim. E, no fim, mantivemos a camisola branca mais uma vez”, começou por dizer, em declarações enviadas pela assessoria de imprensa da Bahrain Victorious.Segundo à partida para os 113 quilómetros entre Bellinzona e Carì, o figueirense de 24 anos foi hoje 11.º na 16.ª etapa, a 03.04 minutos de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) e desceu à quinta posição da geral, a 05.40 do dinamarquês.“Penso que, acima de tudo, ainda não estou pronto para lutar por esses lugares cimeiros, mas penso que não seja uma novidade de todo, não é? Estou contente e penso que posso continuar a lutar pelo top 10”, antecipou.Com o final da 109.ª edição da ‘corsa rosa’ agendado para domingo, em Roma, Eulálio espera que a sua equipa continue a acreditar em si.“Temos feito um trabalho incrível e mantivemos a camisola branca, o que também é excelente. O [Giulio] Pellizzari não teve o melhor dia hoje, mas também temos o [Davide] Piganzoli, da Visma, que está muito bem, está fortíssimo”, analisou, referindo-se aos seus adversários na luta pela classificação da juventude.“Está a fazer um trabalho para o Vingegaard, mas também está bastante forte. É um dos ciclistas protegidos da Visma também, acaba por ter de trabalhar só na subida final. […] A mim, resta-me continuar a lutar e acreditar e a sonhar com fazer algo bonito neste Giro”, concluiu.Eulálio liderou o Giro durante nove etapas, sendo o segundo ciclista português que mais tempo passou vestido de rosa na prova italiana.Agora, procurará suceder a João Almeida, que em 2023 vestiu a camisola branca no pódio final da Volta a Itália.