A terceira tentativa de o Sporting fazer história no futsal... a dobrar

Leões foram finalistas vencidos em 2011 e 2017. Com oito campeões europeus, equipa joga sexta-feira (17.00) lugar na final com o Gyor.

Será que à terceira é de vez? Finalista vencido em 2011 e 2017, o Sporting ganhou este ano o direito a nova oportunidade para chegar ao desejado título da UEFA Futsal Cup e tentar trazer para Portugal o troféu europeu de clubes pela segunda vez depois da conquista do Benfica (2010). A acontecer será histórico, já que permitirá a Portugal juntar a UEFA Futsal Cup ao título europeu de seleções, conquistado em fevereiro em Ljubljana, na Eslovénia.

Para isso, os leões terão de vencer hoje o Gyoor nas meias-finais (17.00, Sporting TV), no Pavilhão Príncipe Felipe, em Saragoça, com capacidade para 10 700 pessoas. Um jogo que contará com a presença de Bruno de Carvalho e de mais 25 adeptos leoninos na bancada. Na outra meia-final, o Inter Movistar de Ricardinho, detentor do troféu e quatro vezes campeão, defronta o Barcelona, que já venceu a competição em duas ocasiões (2012 e 2014).

O primeiro adversário dos leões é o campeão da Hungria e não está no mesmo nível dos outros três finalistas ( Sporting, Inter Movistar e Barcelona), na opinião do leão Pedro Cary. "O Gyoor é uma surpresa! Eliminou a forte equipa do Luparense de Itália e vem mostrar às equipas menos fortes que é possível vencer as mais fortes. Não estará ao nível de Sporting, Inter e Barcelona, mas é bom que estas três equipas tenham a noção de que o Gyoor vai ser certamente muito difícil de bater", disse o jogador, que esteve nas duas finais perdidas pelos leões, numa entrevista à UEFA.

Segundo Cary, a atual equipa do Sporting "é talvez das mais fortes de sempre e até a nível mundial de clubes". Experiência e currículo não falta ao conjunto leonino, que conta com oito campeões europeus: quatro por Portugal (Cary, João Matos, André Sousa e Pany Varela), dois por Itália (Merlim e Fortino) e dois que já venceram a UEFA Futsal CUP pelo Kairat, em Lisboa, em 2015 (Divanei e Marcão).

Os leões chegaram à primeira final europeia em 2011, mas foram derrotados pelos estreantes italianos do Montesilvano (5-2). Desde então, a equipa leonina andou sempre entre a elite, conseguindo quase sempre um lugar entre os quatro finalistas, mas só volvidos seis anos voltou a pisar o palco da final. Foi no ano passado, frente ao Inter Movistar, de Ricardinho, que impôs aos leões uma pesada derrota por 7-0.

Agora, pela sexta vez numa final four, o Sporting quer redimir-se e conquistar o desejado título europeu. Há muito que o futsal ganhou o estatuto de modalidade-rainha em Alvalade, só perdendo em orçamento e popularidade para o futebol, daí a importância de internacionalizar as conquistas do leão, que a nível interno vai alternando o domínio com o Benfica.

O melhor do mundo quer mais

Ricardinho já conta no palmarés com dois títulos na prova: um pelo Benfica (2010) e outro pelo Inter na época passada. Este ano, o português, eleito o melhor jogador de futsal do Mundo, quer "voltar a conquistar o troféu" apesar da qualidade dos adversários, entre os quais o Sporting, que "melhorou muito", pois além de ter mantido os principais jogadores contratou Cardinal e Divanei: "Melhorou muito e vai dar tudo para vencer. Já esteve perto duas vezes e é algo que querem muito."

Quanto ao Movistar, Ricardinho garante que "é cada vez mais a equipa a bater". "Ganhámos quatro ligas espanholas consecutivas, três Taças de Espanha, estivemos em três finais da Taça UEFA... Penso que vai ser uma final four muito boa, com quatro equipas muito fortes", confessou o melhor do Mundo à UEFA.

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