À quinta foi de vez: por fim, Simona Halep chegou a n.º1

Acabou a longa espera da romena, que fez tudo para singrar (até uma operação para redução do peito). É a 5.ª líder diferente este ano

Pela primeira vez, cinco mulheres diferentes passam pela liderança do ranking mundial feminino de ténis num só ano civil. Pela primeira vez (também) três estreiam-se como n.º1 nesse mesmo espaço de tempo. E a grande novidade neste 2017 de contornos inesperados e desfecho imprevisível é que, por fim, Simona Halep chegou a topo. Após uma longa espera - e quatro tentativas goradas quando tinha a coroa à mercê -, a romena, de 26 anos, tornou-se ontem a 25.ª nova líder desde a criação da tabela WTA, em 1975.

As contas estavam fechadas desde sábado, quando Halep venceu a letã Jelena Ostapenko, nas meias-finais do Open da China, e garantiu matematicamente a subida a n.º1. Mas só ontem se tornaram oficiais, com a atualização dos rankings feminino e masculino. Ao atingir 6175 pontos, a romena destronou a espanhola Garbiñe Muguruza (6135), que encabeçava a hierarquia mundial há quatro semanas, desde o final do US Open (11 de setembro).

Antes, já a alemã Angelique Kerber (18 semanas, intercaladas), a estado-unidense Serena Williams (10, também intercaladas) e a checa Karolina Pliskova (oito semanas) tinham passado pelo topo do ranking WTA. Simona Halep desperdiçou quatro oportunidades para destronalá-las, no espaço de dois meses e meio, quando tinha o n.º1 mundial a uma vitória de distância - caiu frente a Ostapenko (final de Roland Garros), Caroline Wozniacki (quartos-de-final de Eastbourne), Johanna Konta (quartos-de-final de Wimbledon) e Muguruza (final de Cincinnati). Agora, à quinta foi de vez.

"Foi o meu dia especial. É fantástico que tenha conseguido isto... nem tenho palavras", comoveu-se Halep, em lágrimas no court, após ter assegurado o n.º1, coma vitória sobre Jelena Ostapenko (6-2 e 6-4). Depois de ter afastado a malapata, a romena caiu na final do Open da China, perante a francesa Caroline Garcia (que ascendeu ao 9.º lugar, estreando-se no top 10 mundial). No entanto, o mais importante já estava conseguido.

Após Ilie Naastase (líder do tabela masculina entre agosto de 1973 e junho de 1974), a Roménia volta a ter um n.º1 mundial de ténis. Depois de Pliskova e Muguruza, Simona Halep é a terceira estreante deste ano civil na frente da tabela WTA. E, como Jelena Jankovic (2008), Dinara Safina (2009), Caroline Wozniacki (2010-2011) e Karolina Pliskova (2017), chega ao topo da hierarquia sem ter vencido qualquer título do Grand Slam - apenas foi finalista em Roland-Garros em 2014 e 2017.

A espera foi longa para a romena, uma promessa juvenil que fez tudo para singrar entre elite mundial - até uma operação de redução dos seios, cujo volume prejudicava o seu desempenho no court. "O peso incomodava-me demasiado para jogar, não me deixava reagir rapidamente em campo. E não gostava do tamanho do peito: mesmo que não fosse desportista, teria optado pela cirurgia", explicou, após ter realizado a redução mamária, em 2009.

Nos últimos anos, à medida que Halep cumpria os sonhos de afirmação entre a elite (ganhou o primeiro título WTA em 2013 e fixou-se no top 10 mundial em 2014), o tema tornou-se tabu. "Já aconteceu há muito tempo e é algo pessoal, por isso prefiro não falar deste assunto", justifica a romena, que promete continuar a ser notícia por outras razões. Afinal, com Karolina Pliskova (5605) e Elina Svitolina (5465) também à espreita, a luta pela liderança - acirrada pela pausa competitiva de Serena Williams - deve manter-se renhida e incerta até final do ano.

Sousa cai no ranking e em Xangai

No ranking masculino, o espanhol Rafael Nadal mantém o n.º1 e o português João Sousa continua em queda livre (cinco lugares, para o 63.º). Ontem, o minhoto foi também eliminado do Masters 1000 de Xangai, perdendo com o espanhol Albert Ramos por 3-6, 6-3 e 7-5.

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