À procura de uma vitória lusa no regresso do Open de Portugal

Melo Gouveia e Filipe Lima encabeçam lista de 11 portugueses e sonham com a vitória no campo do Morgado, em Portimão, num torneio que volta a fazer parte do European Tour

De regresso ao calendário do European Tour, após sete anos de interregno, o Open de Portugal arranca esta manhã no campo do Morgado Golf Resort, junto a Portimão, com os portugueses Ricardo Melo Gouveia e Filipe Lima entre os cabeças- -de-cartaz.

Os dois golfistas portugueses residentes do European Tour, a primeira divisão do golfe europeu, lideram uma armada lusa de 11 portugueses, um número nada comum em torneios deste nível. E tanto um como outro não desdenham a hipótese de um êxito nesta 55.ª edição da prova, com o esperado tempo adverso a poder ser até um bom aliado. "Se houver vento, melhor. Gosto de jogar com vento, de brincar com a bola...", comenta Filipe Lima, também nada preo-cupado com a chuva que ontem "atrapalhou" o Pro-Am.

Para Melo Gouveia, os dados não diferem muito. "Com vento é mais difícil, reconheço, mas eu gosto disso", diz o jovem de 25 anos, que cresceu no Algarve e conhece o campo como poucos. "O campo pode funcionar como vantagem. O meu sonho de miúdo era jogar a este nível, e agora, a atuar em casa, quem sabe se não poderei estrear-me a ganhar uma prova do European Tour", assinala, estendendo essas "boas hipóteses" de brilharete aos outros portugueses, nomeadamente Filipe Lima e Ricardo Santos [outro algarvio que já fez parte do circuito de eli-te europeu e agora compete no Challenge Tour, uma "divisão" abaixo]: "Têm ótima qualidade e atravessam uma fase positiva."

Mais expansivo, Filipe Lima dá a receita para o dia de estreia no Open que se prolonga até domingo. "Vou entrar contente e confiante, porque estou em Portugal e tive boas sensações com o Ricardo no GolfSixes [formato novo, por seleções, em apenas seis buracos em vez dos habituais 18]. Quero fazer birdies e mais birdies" atira, com evidente boa disposição, o português de 35 anos que nasceu em França. "Este ano pode ser o melhor de sempre para os jogadores nacionais. Nunca vi tantos a jogar tão bem", prossegue, vaticinando bons resultados lusos neste Open de Portugal. "Pode vir aí uma semana fantástica", exclama, prometendo "paciência e um sorriso" durante todo o torneio.

Confiança também não falta a Ricardo Melo Gouveia, pese um início de ano diferente daquele que queria. "Mudei o swing, mas agora está tudo normal e espero cometer menos erros e ter um jogo mais consistente. Acredito que esses erros não forçados me têm impedido de lutar pelos títulos. Mas aqui sinto-me confortável e o objetivo é a vitória", reconhece, prometendo que vai concentrar-se "no dia-a-dia e não ficar já a pensar no domingo", último dia da competição.

Ao seu lado, o irmão Tomás - campeão nacional amador que recebeu convite da federação - realça que é "a primeira vez" que os irmãos Melo Gouveia atuam juntos "num torneio deste nível". Antes, adianta, "só como caddie do Ricardo, mas agora vou concretizar um sonho".

Grandes campeões presentes

Este Open de Portugal distribui meio milhão de euros em prémios e é pontuável para o ranking mundial, Corrida para o Dubai (European Tour) e Corrida para Omã (Challenge Tour). De resto, os nomes de Mike Weir, Paul Lawrie - campeões de torneios do Grand Slam -, Andy Sullivan e Dylan Frittelli são só por si suficientes para animar os campos do Morgado, para lá, claro, dos portugueses: os já citados Filipe Lima, Ricardo Melo Gouveia, Ricardo Santos, Tomás Melo Gouveia e ainda Pedro Figueiredo, Tiago Cruz, Tomás Silva, Tiago Rodrigues, João Carlota, Hugo Santos e João Ramos.

Mike Weir, um canadiano de 46 anos, será certamente cabeça-de- -cartaz. Campeão do Masters de Augusta em 2003, após aceso despique com Tiger Woods, regista um título do World Golf mais oito do PGA Tour e 11 presenças no top 10 em Majors, entre outros resultados de eleição, de um jogador que chegou a andar em terceiro no ranking mundial.

Paul Lawrie, o escocês de 48 anos, não lhe fica muito atrás em palmarés: campeão do British Open, oito títulos no European Tour, duas presenças na Ryder Cup (ganhou a de 2012) e vice--campeão em Portugal em 2005.

Mas nisto do golfe, como diz Filipe Lima, "nunca há favoritos".

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