A batalha pelo número um começa hoje em Viena

A diferença para Djokovic é atualmente de 915 pontos, mas o escocês pode reduzir se vencer na Áustria. Há ainda Paris e Londres

Desde julho de 2014 que a hierarquia do ténis tem sido dominada por Novak Djokovic, que destronou Rafael Nadal da liderança do ranking após vencer o torneio de Wimbledon. De então para cá, o tenista sérvio parecia destinado a manter-se como número um, mas a verdade é que até ao final do ano pode haver uma mudança na hierarquia, pois Andy Murray tem possibilidades de chegar à liderança, o que a suceder seria uma estreia para o escocês de 29 anos.

"Esta é a minha melhor oportunidade para chegar a número um do mundo. Mas ainda estou longe de o conseguir porque o Novak tem uma vantagem considerável. Ele habitualmente joga muito bem em torneios indoor de piso rápido. Tenho de melhorar em alguns aspetos para conseguir destroná-lo", disse Murray em declarações ao site do ATP, frisando que "quando se fala em poder chegar a número um mundial não se trata de apenas um torneio, mas sim de um período de um ano".

A batalha pelo número um do mundo começa já hoje no torneio de Viena. Andy Murray, que chega à Áustria depois de ter ganho em Tóquio e Xangai, e que terá como primeiro adversário o eslovaco Martin Klizan, está a 915 pontos de Novak Djokovic, mas caso vença este torneio conquista 500 pontos e reduz a diferença para 415.

Os mil pontos que vão estar em jogo a seguir no Masters de Paris Bercy poderão por isso ser fundamentais nesta luta. Se Murray não vencer em Viena e triunfar em Paris, salta diretamente para número um, mas para isso Djokovic tem de cair antes das meias-finais.

Estas são apenas algumas das probabilidades na luta pelo título, sendo certo que até ao final do ano há ainda mais um torneio a juntar a estes dois: o ATP World Tour Finals de Londres, que junta os oito melhores tenistas do ranking. O duelo pode assim estender-se até à capital inglesa, um palco que Novak Djokovic tem dominado nos últimos anos - vence o torneio britânico consecutivamente desde 2012, três vezes batendo o suíço Roger Federer na final. Já Murray nunca conseguiu sequer chegar à final, apesar de contar com o apoio do público.

Neste ano, os dois tenistas já se defrontaram em quatro ocasiões, e no confronto direto Novak Djokovic está em vantagem. No final de janeiro, o sérvio bateu o escocês na final do Open da Austrália (6-1, 7-5, 7-6). Em maio, no Masters 1000 de Madrid, nova vitória de Djokovic e igualmente na final do torneio (6--2, 3-6, 6-3). Dias depois, no Masters 1000 de Roma, Andy Murray vingou-se na final e conquistou o torneio (6-3, 6-3). O último duelo aconteceu em Roland-Garros, com o sérvio finalmente a conquistar o torneio parisiense, batendo Murray por 3-6, 6-1, 6-2, 6-4.

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