1983 - Benfica perde final da UEFA

Shéu ainda soltou a festa por breves minutos no Estádio da Luz, quando colocou o Benfica em vantagem à passagem da meia hora, no jogo da segunda mão da final da Taça UEFA. Mas seis minutos depois o Anderlecht empataria, por intermédio do espanhol Lozano, e os encarnados não mais conseguiram voltar a marcar.

Era o regresso do futebol português às finais europeias de clubes, 15 anos depois da última final da recheada década de 1960. Em 1982-83, o Benfica, treinado por um jovem sueco de nome Sven-Göran Eriksson, que na temporada anterior tinha surpreendido a Europa ao ganhar a Taça UEFA com o Gotemburgo, conseguiu apurar-se para a final dessa mesma competição, onde apanhou como adversário uma das mais fortes equipas do continente nessa época: os belgas do Anderlecht.

Numa altura em que a final da Taça UEFA era ainda jogada a duas mãos, os encarnados perderam primeiro na Bélgica, por 1-0, mas tinham a vantagem de poder resolver tudo em casa, no Estádio da Luz. Mas, apesar de ainda ter chegado a anular a vantagem belga da primeira mão, com um golo de Shéu, o Benfica acabou por não ir além de um empate a 1-1, para desilusão dos adeptos que encheram o estádio.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.