Saint Laurent deixa de usar peles de animais

O grupo que detém a marca francesa acredita agora que matar animais, apenas pela sua pele, não corresponde ao luxo moderno.

A Saint Laurent vai deixar de usar peles nas suas coleções a partir do próximo ano, anunciou a Kering, grupo que detém a marca francesa. O mesmo vai acontecer com as peças da Brioni, outra marca detida pela holding de artigos de luxo.

A marca segue assim outras marcas de luxo, como a Chanel, Versace ou Michael Kors, que já deixaram de usar peles na confeção de roupas, após grande pressão por parte de associações de defesa dos animais.

A PETA organizou um protesto em frente às instalações da Saint Laurent em Paris, depois de Kate Moss ter protagonizado uma campanha da marca com um casaco de pele de raposa. "Não há nada de glamuroso na pele", defendeu a organização.

Com esta decisão, o grupo Kering passa a não utilizar peles em nenhuma das suas marcas, depois de a Balenciaga, a Bottega Veneta, a Alexander McQueen e a Gucci o terem feito.

"O mundo mudou, tal como os nossos clientes, e o luxo naturalmente precisa de se adaptar a isso", disse François-Henri Pinault, CEO da Kering, em comunicado citado pela AFP.

"Acreditamos que matar animais, não para comer, mas apenas pela sua pele, não corresponde ao luxo moderno, que deve ser ético, em sintonia com os tempos e as questões de nossas sociedades", defendeu Marie-Claire Daveu, diretora de desenvolvimento sustentável da Kering, em declarações à AFP.

A coleção de outono de 2022 será a primeira da Kering completamente livre de peles.

Esta sexta-feira, o site da Saint Laurent apresentava, por exemplo, um casaco em pele de coelho e um colete em pele de raposa, ambos por 5.500 euros.

A LVMH, o maior grupo de luxo do mundo e rival da Kering, continua a usar peles para dar resposta aos clientes, exceção feita às peles de animais de espécies ameaçadas. No entanto, a holding garantiu à AFP que o processo de fabrico se faz "da forma mais ética e responsável possível".

Segundo a PETA, 85 por cento das peles vendidas em todo o mundo são provenientes de animais que vivem toda a vida em cativeiro, muitas vezes em condições de "miséria" e "sofrimento extremo".

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