Quadro de Monet vendido em leilão por 50 milhões de euros
A venda do quadro Iris (1924-1925), do pintor impressionista Claude Monet, inseriu-se no leilão da coleção particular de Jeanne Schlumberger (1889–1983), construída ao longo de quatro décadas e que inclui 28 "obras-primas raramente vistas, muitas das quais agora apresentadas ao público pela primeira vez", anunciava a leiloeira Sotheby's antes do leilão que se realizou ao final da tarde de quinta-feira (22) em Paris.
A estimativa de venda da obra de Claude Monet era de 22 a 30 milhões de euros, avaliação mais elevada alguma vez atribuída a uma pintura colocada em leilão em França, segundo a Sotheby’s. A pintura acabou por ser arrematada por 43 milhões de euros após 45 minutos de intensa licitação. Com as comissões pagas pelo comprador, o valor total ficou nos 50 milhões de euros, tornando-a a obra mais cara vendida em leilão em França.
A pintura, com 1,60 metros de altura e 1,80 de largura, nunca tinha saído da mansão parisiense da família Schlumberger, e era apenas conhecida através de uma fotografia a preto e branco.
A obra foi adquirida pela galerista Katia Granoff (1895–1989), com o apoio de Jeanne Schlumberger. "Ambas compreenderam que as obras tardias de Monet não representavam os capítulos finais do Impressionismo, mas antes as primeiras páginas do Modernismo e da Abstração", adianta a Sotheby's.
As 28 obras da Coleção Schlumberger foram vendidas por um valor global de 74,4 milhões de euros, tornando-se a venda mais elevada de sempre de belas-artes realizadas pela Sotheby's de Paris.
Iris é uma obra pintada por Claude Monet na fase final da vida. O pintor morreu no dia 5 de dezembro de 1926, aos 86 anos, em Giverny, França, faz este ano cem anos. Para assinalar a efeméride foram montadas duas exposições de Monet em Paris: Monet, peindre le temps (Monet, pintar o tempo), no Musée de l’Orangerie, que abriu a 30 de setembro e estará patente até 25 de janeiro de 2027; e Histoires de paysages - De Monet à Hockney (Histórias de paisagens - De Monet a Hockney), no Musée Marmottan Monet, inaugurada a 24 de setembro e que pode ser visitada até 31 de janeiro do próximo ano.
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