ProToiro: "Partidos com propostas antitaurinas perderam votos" e "foram derrotados em Lisboa"

Federação de promoção da Tauromaquia realça derrota nestas autárquicas da coligação PS/Livre, do PAN e do Bloco de Esquerda, que "fizeram do ataque às touradas um dos focos dos seus programas eleitorais"

"Ficou claro que o ataque às Touradas não rende votos", entende a ProToiro, que lembra os resultados das autárquicas deste domingo para justificar que a Tauromaquia continua a ter importância no panorama cultural português.

"As eleições autárquicas deste domingo foram um barómetro às propostas antitaurinas de vários partidos, sendo que Lisboa foi o exemplo perfeito da inutilidade de usar o ataque à tauromaquia como arma eleitoral, pois os partidos que inseriram propostas contra a tauromaquia foram claramente derrotados, perdendo votos", defende a Federação Portuguesa de Tauromaquia.

"Mais que nunca é tempo de todos afirmarmos o direito à liberdade cultural e o respeito pelas diferenças. Foi essa a mensagem dos lisboetas aos partidos", defende a ProToiro.

A ProToiro analisa mesmo os resultados partido a partido, começando pelo PS, "com Fernando Medina, que se apresentou em coligação com um partido antitaurino praticamente inexistente, o Livre", ao qual "concedeu pela primeira vez a inclusão de uma proposta contra a tauromaquia em Lisboa". A proposta dizia que PS e Livre trabalhariam no sentido de tornar Lisboa uma cidade livre de tauromaquia, dentro das competências legais do Município. A ProToiro lembra que, na verdade, "os municípios não têm quaisquer competências em matéria de tauromaquia".

Quanto ao PAN, onde a nova líder Inês Sousa Real "tinha teve a sua primeira prova de fogo, depois de chegar à liderança do partido, apostou tudo no ataque às touradas", adianta a Federação, apontando que o resultado "dificilmente poderia ter sido pior". "O PAN não só não elegeu o vereador que disse que iria eleger, como perdeu votos. Foi ultrapassado pelo IL e CHEGA, perdeu um deputado municipal (ficou agora reduzido a um), sendo um dos grandes derrotados nacionais, faltando só a perda do último deputado municipal para o PAN desaparecer do mapa da autarquia de Lisboa."

Por fim, a ProToiro foca-se no BE, cuja candidata Beatriz Gomes Dias fez das touradas uma das propostas mais visíveis, afirmando que "Lisboa não pode aceitar touradas no Campo Pequeno". "Pela primeira vez o BE pegou a sério no tema das touradas em campanha eleitoral em Lisboa e a aposta foi completamente falhada: perdeu 3 mil votos em Lisboa e foi um dos grandes derrotados no país."

Para a ProToiro, "os resultados destas eleições em Lisboa são uma prova clara de que o ataque às touradas não rende como trunfo eleitoral, como alguns julgam". "A Tauromaquia é do povo e os portugueses são claramente favoráveis à liberdade cultural e, como indicou a sondagem feita pela Eurodonsagem (de dezembro de 2019), que apontava que 67,1% dos portugueses não votariam num partido que tomasse medidas proibitivas sobre a tauromaquia e que 79,7% dos portugueses acha que assistir a touradas é uma escolha pessoal e que o Estado não deve decidir sobre a sua existência."

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