Os Sophia gostam de Mosquito

Os prémios de cinema da Academia portuguesa são só em setembro mas já foram divulgadas as nomeações. Mosquito, produção de Paulo Branco, é o campeão de nomeações, mas Ordem Moral, O Ano da Morte de Ricardo Reis e Listen estão também bem lançados.

19 de setembro ainda está longe, mas a Academia Portuguesa de Cinema já divulgou a lista dos nomeados. As nomeações dos Óscares do cinema português em 2020 foram esta terça-feira divulgados no YouTube da Academia e apresentadas por Luís Lucas e Maria João Bastos.

Antes do anúncio das nomeações, Paulo Trancoso, o presidente da Academia, informou que pela primeira vez a Academia vai entregar o prémio de melhor filme europeu. Para tal, foram convidados críticos e jornalistas da nossa praça, neste momento a ultimar as votações.

Listen, o filme mais visto do ano, pode ser visto como um dos grandes favoritos, embora não tenha sido a obra mais nomeada. Mosquito com 13 nomeações terá sido a grande surpresa, seguido de Ordem Moral, com 10.

Listen, de Ana Rocha Sousa, Ordem Moral, de Mário Barroso, Mosquito, de João Nuno Pinto e O Ano da Morte de Ricardo Reis, de João Botelho, são os nomeados para melhor filme, notando-se a ausência nesta categoria de O Fim do Mundo, de Basil da Cunha e de Patrick, de Gonçalo Waddington.

Num ano intermitente devido à pandemia, não deixamos de ter um leque de filmes de significativa qualidade. Cinema feito por cineastas consagrados e por nomes de uma nova geração.

Na categoria de melhor atriz, prevê-se duelo feroz entre Maria de Medeiros (Ordem Moral) e Lúcia Moniz (Listen), estando ainda nomeadas Victoria Guerra (O Ano da Morte de Ricardo Reis) e Isabél Zuaa (Um Animal Amarelo).

Por seu turno, nos atores, surpreendente mas justa a nomeação a António Durães em Surdina, seguido de João Nunes Monteiro (Mosquito), Michael Spenser (O Fim do Mundo) e Ruben Garcia (Listen).

Sugestivas igualmente as escolhas da Academia nas interpretações secundárias, com uma competição entre Catarina Wallenstein (Um Animal Amarelo), Masie Sly (Listen), Teresa Sobral (Patrick) e Ana Bustorff (Surdina).

Nos secundários, tal como na Academia americana, há uma nomeação a título póstumo, a de Filipe Duarte (Mosquito). O ator desaparecido o ano passado tem como companhia nas nomeações colegas como Alexandre da Costa Fonseca (O Fim do Mundo), Adriano Carvalho (Patrick) e Albano Jerónimo (Ordem Moral). Destas nomeações salta à vista a ausência dos atores de Golpe de Sol, de Vicente Alves do Ó, filme que vivia muito do peso dos seus (magníficos) atores. Mais do que nunca, a Academia preocupou-se com a diversidade em tempos de consciência de inclusão. Os Sophia não estão tão brancos - temos três atores negros nomeados.

Este ano, o prémio de carreira será dado a dois atores eternos do cinema português Sinde Filipe e Maria do Céu Guerra, dois gigantes que vão estar dia 19 na festa presencial dos Sophia no Casino Estoril.

E porque nestes anúncios os prémios começam já a ser dados, Sebastião Varela venceu a autoria de melhor trailer para Zé Pedro Rock n' Roll, filme do seu pai, Diogo Varela Silva, enquanto os votantes deram a vitória para melhor cartaz a Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeido, obra injustamente esquecida nestas nomeações, tal como Os Conselhos da Noite, de José Oliveira.

Por fim, referência ao streaming: a Academia foi em modas e na nomeação de melhor série/telefilme, elegeu Esperança, realizada por Pedro Varela como uma das quatro melhores do ano. A série com César Mourão foi uma estreia na OPTCO, o braço de plataforma da SIC. Ao seu lado concorrem Terra Nova, de Joaquim Leitão; Espia, de Jorge Paixão da Costa e Crónica dos Bons Malandros, de Jorge Paixão da Costa.

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