Scott Adams, o criador da icónica banda desenhada Dilbert, morreu esta terça-feira aos 68 anos. A notícia foi avançada pela sua ex-mulher, Shelly Miles.Miles anunciou a morte de Adams através de uma transmissão direta online, segundo a Reuters, onde leu uma mensagem final do artista. Adams tornou-se mundialmente famoso por satirizar a vida quotidiana nos cubículos das grandes empresas americanas, centrando as suas histórias em Dilbert, um engenheiro conhecido pelos seus óculos e pela sua gravata perpetuamente curvada.Em maio de 2025, Adams tinha anunciado no seu programa de vídeo "Coffee with Scott Adams" que sofria de um cancro da próstata metastático, afirmando na altura que teria apenas alguns meses de vida.O cartoonista documentou o seu declínio de saúde nas redes sociais e chegou a fazer um apelo direto a Donald Trump para que este interviesse junto do seu prestador de cuidados de saúde, a Kaiser Permanente do Norte da Califórnia, de forma a garantir o tratamento com o fármaco de radioterapia Pluvicto."Estou nisso", respondeu Trump numa publicação a 2 de novembro. No dia seguinte, Adams confirmou que iniciaria o tratamento de imediato. Esta terça-feira, o presidente republicano lamentou a morte do artista na rede Truth Social: "Infelizmente, o Grande Influenciador, Scott Adams, faleceu. Era um tipo fantástico, que gostava de mim e me respeitava quando isso não estava na moda. Lutou corajosamente uma longa batalha contra uma doença terrível", escreveu Trump..A banda desenhada Dilbert foi publicada pela primeira vez em 1989 e, no seu auge, foi uma das tiras mais lidas nos Estados Unidos. No entanto, a maioria dos jornais cancelou a sua publicação em 2023, após Adams ter proferido declarações consideradas racistas no YouTube.Na altura, Adams descreveu os afro-americanos como um "grupo de ódio" e sugeriu que os americanos brancos deveriam "afastar-se de uma vez por todas das pessoas negras". O multimilionário Elon Musk chegou a defendê-lo, acusando a comunicação social de preconceito contra brancos e asiáticos. Adams defendeu-se mais tarde, alegando que os seus comentários eram hipérbole e que os media tinham ignorado o contexto das suas palavras.