Morreu o historiador Luís Nuno Espinha da Silveira

Biógrafo de D. Luís, rei no momento da fundação do Diário de Notícias, escreveu sobre essa época nas revistas que assinalaram os 150 anos do jornal.

O historiador Luís Nuno Espinha da Silveira, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, morreu este domingo, anunciou a instituição. Tinha 66 anos.

Biógrafo de D. Luís, rei no momento da fundação do Diário de Notícias, escreveu sobre essa época nas revistas que assinalaram os 150 anos do jornal. E colaborou em vários outros artigos.

Espinha da Silveira nasceu em Lisboa a 14 de dezembro de 1954. Licenciou-se em 1977 em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e fez o doutoramento em História Institucional e Política Contemporânea pela FCSH em 1989.

Docente do departamento de História da FCSH, foi pró-reitor da Universidade Nova e subdiretor da faculdade. Foi um dos cofundadores do Instituto de História Contemporânea, onde era investigador integrado.

"Foi o responsável pelo grupo de investigação "Territórios & Sociedades", criado em 2003, e depois transformado, sob a sua égide, em "História, Território e Ambiente"", lê-se no site do Instituto.

"Com uma obra significativa no domínio da História Social, foi um dos principais dinamizadores dos estudos sobre o Século XIX português numa perspetiva comparada, contribuindo significativamente para os estudos sobre Estado, território e população. Foi ainda pioneiro na aproximação entre a disciplina da História, os Sistemas de Informação Geográfica e a Informática. Juntamente com outros colegas, foi também um dos mais entusiastas criadores do curso de Ciências da Informação e da Documentação (CID) da NOVA FCSH", refere o texto.

"O seu desaparecimento precoce deixa a Universidade portuguesa e o IHC substancialmente mais pobres", indica a mesma nota. "À família, manifestamos o nosso reconhecimento, a nossa amizade e o nosso apoio."

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