Maria do Rosário Bettencourt
Maria do Rosário BettencourtMuseu do Fado

Morreu Maria do Rosário Bettencourt, um dos nomes históricos do fado português

Em 2012 foi uma das 50 personalidades do fado e da guitarra portuguesa a receber uma medalha de mérito cultural pela Câmara Municipal de Lisboa. Morreu este sábado, aos 92 anos.
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A fadista Maria do Rosário Bettencourt morreu no sábado aos 92 anos, em Torres Vedras, distrito de Lisboa, revelou à agência Lusa fonte da família.

De acordo com a mesma fonte, a cantora morreu no hospital de Torres Vedras e o funeral realiza-se na segunda-feira naquela cidade, onde vivia.

Maria do Rosário Bettencourt nasceu em junho de 1933 numa família de artistas e estreou-se aos 19 anos, ao lado do fadista Fernando Farinha, na antiga Emissora Nacional. Cantou em várias casas de fado de Lisboa e gravou sobretudo nos anos 1960 e 1970, incluindo os álbuns “Canto Presente” e “Para Cada Mão Uma Rosa”.

Numa nota biográfica que lhe é dedicada, o Museu do Fado lembra que Maria do Rosário Bettencourt gravou e atuou com instrumentistas como Raul Nery, Fontes Rocha, Joel Pina, António Chaínho, José Maria Nóbrega, Raul Silva e José Pracana.

A fadista fez sempre “uma cuidada escolha de repertório e de poemas”, sublinha o Museu do Fado, citando Maria Manuel Cid, Lima Brumon, Fernando Pessoa, Camões ou Bernardo Torres.

“Quadras Soltas” (de Francisco Viana e Silva Tavares) e “Quatro Estações” (de Joaquim Campos e David Mourão Ferreira) são dois dos fados interpretados e gravados pela artista.

Maria do Rosário Bettencourt também integrou júris do Prémio Amália Rodrigues e participou no filme "O Mal Amado" (1974), de Fernando Matos Silva, o último filme português a ser censurado no Estado Novo e só estreado depois da revolução de abril de 1974.

Em 1998, a artista publicou uma coletânea de fados.

De acordo com o Museu do Fado, em 2012 Maria do Rosário Bettencourt foi uma das 50 personalidades do fado e da guitarra portuguesa a receber uma medalha de mérito cultural pela Câmara Municipal de Lisboa, um ano depois da consagração do fado como Património Imaterial da Humanidade.

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