O segundo espetáculo de Madonna já tem jornalistas mas zero telemóveis

É hoje à noite que o Coliseu dos Recreios recebe o segundo de oito concertos da rainha da pop que, por imposição da produção da cantora americana, ainda não deixou entrar a imprensa portuguesa no Coliseu.

Começaram por ser apenas três, mas devido à imensa procura de bilhetes depressa se multiplicaram em oito, os concertos de Madonna em Lisboa. E o segundo desta mini-temporada da rainha da pop no Coliseu dos Recreios, que se estende até dia 23, acontece esta noite.

É uma ocasião histórica para os fãs, mas estes não poderão registar para a posteridade o espetáculo que vão assistir, pois tal como já tinha acontecido nos concertos americanos da Madame X Tour, ninguém pode ter o telemóvel funcional na sala do Coliseu. Nem smartwatches, câmaras ou outros aparelhos de gravação!

A organização explicou que é "uma experiência sem telefones". Tal como na primeira noite, os aparelhos ficarão na posse dos seus proprietários mas "guardados em estojos Yondr (uma bolsa de tecido concebida para limitar o uso destes dispositivos e que só se abre quando em contacto com estações de desbloqueio) que serão abertos após o espetáculo", informou a organização em comunicado, publicado no site do Coliseus dos Recreios. E caso seja necessário usar o telefone durante o espetáculo, existirão algumas "áreas de utilização designadas para o efeito".

Uma proibição que deixou a maioria dos fãs aborrecidos por não poderem guardar uma só imagem, a não ser no exterior do Coliseu, logo na noite de domingo. Até porque muitos dos espetadores vêm do estrangeiro, ou de outras cidades portuguesas, e não podem, como em todos os outros espetáculos nesta sala, postar uma única imagem do concerto.

Outra imposição por parte da produção de Madonna foi a proibição da presença de jornalistas portugueses no primeiro espetáculo, sendo que só esta noite poderão assistir ao segundo concerto e fazer a reportagem deste conjunto de espetáculos.

Metade dos oito concertos estão já esgotados, mas ainda existiam bilhetes disponíveis para os de 14, 16 e 23 de janeiro, embora apenas para os lugares mais caros, com preços entre os 200 e os 300 euros.

Apesar das passagens anteriores da cantora americana por palcos nacionais (em 2004, no Pavilhão Atlântico, em 2008 no Parque da Bela Vista e em 2012 no Estádio Cidade de Coimbra), esta sucessão de espetáculos acaba por se tornar num momento muito especial para os fãs portugueses. Pelo formato mais intimista do concerto, mas também por ser a primeira vez que Madonna atua em Lisboa desde que aqui reside - a artista mudou-se para a capital portuguesa em 2017, ano em que o filho, David Banda, começou a jogar nas camadas do Benfica.

Por cá apaixonou-se pelas sonoridades lusófonas da morna, do samba ou do fado, colocadas em destaque no último disco Madame X, editado em maio do ano passado e que também dá o nome a esta digressão. Em palco surge assim acompanhada por um vasto contingente lusófono, composto pelo jovem prodígio da guitarra portuguesa Gaspar Varela (bisneto da falecida fadista Celeste Rodriguês, de quem Madonna se tornou amiga), pela Orquestra de Batukadeiras de Cabo Verde, a trompetista portuguesa Jéssica Pina, o músico cabo-verdiano Miroca Paris (antigo colaborador de Cesária Évora), o percussionista português Carlos Mil-Homens e ainda o também percussionista angolano Iuri Oliveira.

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